terça-feira, 1 de abril de 2025
Valores dos medicamentos podem subir até 5,06% em todo o país
O teto para o reajuste de preços de
medicamentos em todo o país entrou em vigor nesta segunda-feira (31), conforme
resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)
no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (28). A norma
estabelece que os aumentos permitidos podem variar a depender da categoria do
medicamento. A aplicação do reajuste, no entanto, é opcional e pode ser feita
de forma integral ou parcelada ao longo dos próximos 12 meses.
Segundo o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do
Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), William Figueiredo, a CMED estabelece
anualmente um teto para o aumento de preços com base em uma série de variáveis
econômicas. “São levados em consideração a inflação no país, os custos da
produção na indústria, como energia e insumos, e também o câmbio, porque grande
parte dos insumos da indústria farmacêutica brasileira são importados”,
explicou.
De acordo com a Resolução CM-CMED nº 1/2025, publicada pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos foram divididos em três níveis
de reajuste. O nível 1 poderá ter aumento de até 5,06%; o nível 2, de até
3,83%; e o nível 3, de até 2,60%. Os percentuais são calculados com base no
grau de concorrência do mercado para cada tipo de remédio.
Vanaldo Venâncio, 55, é cardiopata e gasta em média R$ 300,00 por mês em
remédios. Ciente desse novo teto, ele já está se programando para as próximas
compras. “Esses reajustes, quanto tem, são sempre para pegar a gente de
surpresa”, afirma.