segunda-feira, 24 de março de 2025
119 mil mulheres são donas do próprio negócio no RN, mas desafios persistem
"A transição aconteceu de forma natural. Minha mãe sempre esteve ligada ao comércio, e eu fui me envolvendo aos poucos até perceber que queria investir na minha própria marca", conta. Durante a pandemia, a empresária identificou a necessidade de expansão do negócio.
Com a loja de apenas 30 metros quadrados, os clientes aguardavam atendimento do lado de fora, o que indicava a demanda crescente. "Foi nesse momento que percebi que precisava ampliar o espaço e oferecer uma experiência ainda melhor para meus clientes", relembra.
Para viabilizar a expansão, ela encontrou no Sicredi um parceiro estratégico. "Sempre tive apoio da cooperativa, seja na obtenção de crédito ou na segurança de ter um suporte financeiro quando necessário", afirma. Embora tenha conseguido consolidar sua empresa, Laise reconhece que o caminho do empreendedorismo ainda impõe barreiras específicas para as mulheres.
"Acredito que o maior desafio seja conciliar os papéis de empresária e mãe. No final de 2024, tive meu primeiro filho e precisei me afastar da loja. Se não fosse a estrutura que já havia construído, teria sido muito difícil", observa.
Para outras mulheres que desejam empreender, a empresária dá um conselho direto: "Dedicação total. O sucesso não vem fácil, mas com trabalho e persistência, é possível construir algo sólido".
Com planos de ampliação para o futuro, Laise se sente realizada profissionalmente e espera que mais mulheres tenham condições de trilhar esse caminho. "Toda mulher precisa ser independente financeiramente e ter seu espaço no mercado", conclui.