O Ministério Público do Rio Grande do
Norte (MPRN) ajuizou uma ação civil pública nesta quinta-feira (23) contra a
Câmara Municipal de Pendências devido à ausência total de servidores efetivos
no quadro administrativo do órgão legislativo. Atualmente, todas as funções da
Casa são preenchidas por cargos comissionados de livre nomeação.
A investigação do MPRN começou em 2023
após denúncias de que o quadro funcional era composto exclusivamente por 39
cargos em comissão. Entre as ocupações preenchidas sem concurso estão funções
técnicas e burocráticas, como tesoureiro e controladores internos. O MPRN
argumenta que essas atividades exigem estabilidade e independência, o que não
ocorre em vínculos de livre exoneração.
O MPRN afirma que tentou resolver a
situação de forma consensual ao longo dos últimos anos por meio de
recomendações e audiências. Embora a Câmara tenha criado uma lei para
reestruturar sua administração e anunciado estudos de viabilidade, o cronograma
para o concurso sofreu sucessivos atrasos. Diante da falta de avanços
concretos, a promotoria decidiu recorrer à Justiça para restaurar a legalidade.
Justiça avalia pedido de liminar
Na ação, o MPRN sustenta que a manutenção de um quadro 100% comissionado fere
os princípios da moralidade e da impessoalidade. O texto destaca que o acesso
aos cargos públicos deve ocorrer por mérito e igualdade de oportunidades,
conforme determina a Constituição Federal. O MPRN ressalta que a verba para o
pagamento de servidores já existe no orçamento atual do legislativo.
O pedido de tutela de urgência
solicita que a Justiça determine a apresentação de um cronograma detalhado para
o concurso em até 30 dias. A Promotoria de Justiça também requer que a Câmara
se abstenha de realizar novas contratações temporárias ou comissionadas para
funções técnicas. O descumprimento das ordens judiciais poderá gerar multa
diária pessoal à presidência da Casa Legislativa.





.jpeg)
.jpeg)














