sábado, 3 de outubro de 2026

“Tá pra nascer um político em Macau que goste de movimento como o ex-prefeito FV”, destaca comerciante salineiro

 

FV leva banderaçao ás ruas de Macau em plen sábado, vespera de eleição

Na véspera da eleição, o ex-prefeito FV mostrou mais uma vez que campanha política, para ele, é coisa para se viver na rua. Reuniu correligionários, colocou a bandeira na mão e foi para as ruas de Macau encarar o sol forte de um sábado, levando sua movimentação política para perto do eleitor.

A cena chamou atenção justamente pelo estilo do líder salineiro: movimento, presença e disposição. FV não ficou apenas nos bastidores. Foi para as ruas conversar, mobilizar e, principalmente, mostrar que ainda mantém disposição para participar ativamente das disputas políticas da cidade.

Segundo o próprio líder salineiro, a movimentação tinha um objetivo claro: chamar a atenção dos eleitores do Time de Lula para a concentração marcada para a noite, na entrada da praia, nas proximidades dos bares de Itamar e Júnior, às 19h30.

A proposta, segundo FV, seria promover um verdadeiro duelo pacífico de camisas, colocando frente a frente as cores vermelhas dos apoiadores de Lula e o azul dos defensores de Bolsonaro.

A marca de FV

Na política de Macau, FV construiu uma imagem de liderança que gosta de participar diretamente das campanhas. Quando entra em uma disputa, faz questão de estar presente, mobilizar seus aliados e ocupar as ruas.

É aquele tipo de liderança que não costuma assistir à campanha de longe. Vai para o meio do povo, participa das movimentações e procura transformar apoio político em presença nas ruas.

E talvez esteja justamente aí uma das características que fazem FV manter espaço no cenário político salineiro: ele gosta do contato direto com o eleitor e de sentir a temperatura da política nas ruas.

Na véspera da eleição, enquanto muitos preferem esperar o resultado das urnas, FV resolveu fazer o que parece gostar de fazer há muito tempo: botar o bloco na rua e mostrar força política.

No fim das contas, fica uma pergunta que certamente será respondida pelas ruas e, depois, pelas urnas: quem vai conseguir reunir mais gente no duelo pacífico de camisas — o vermelho do Time de Lula ou o azul dos defensores de Bolsonaro?

 



Em apenas 20 meses, Flavinha Veras entrega o Espaço Criança Feliz e coloca as mães atípicas no centro das políticas públicas de Macau

 


Quando existe vontade de fazer, não é preciso esperar quatro anos

Quando um gestor público decide transformar necessidade em política pública, quatro anos podem ser tempo demais para quem espera por atendimento, acolhimento e dignidade. Em muitos casos, o que se precisa é de vontade política, planejamento e respeito por quem mais necessita do poder público.

E foi justamente esse sentimento que marcou a noite desta quinta-feira (2), em Macau.

Em apenas 20 meses de gestão, a prefeita Flavinha Veras entregou à população o Espaço Criança Feliz, uma estrutura voltada ao acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens neurodivergentes e de suas famílias.

Para muitas mães atípicas de Macau, a inauguração representa mais do que a abertura de um prédio. Representa a concretização de uma reivindicação antiga e a possibilidade de contar com uma estrutura pública pensada para atender necessidades específicas.

Um novo olhar para as crianças neurodivergentes



O Espaço Criança Feliz foi apresentado como um ambiente destinado a oferecer acompanhamento especializado, acolhimento e suporte multidisciplinar às crianças atendidas.

A proposta é ampliar a rede de cuidados do município, integrando ações relacionadas à saúde e à assistência social, com atenção individualizada às necessidades de cada criança.

Na prática

A iniciativa coloca em evidência uma discussão que durante muito tempo ficou em segundo plano: as famílias atípicas também precisam ser vistas, ouvidas e incluídas nas políticas públicas municipais.

Presença das famílias e da sociedade

A inauguração contou com a presença da prefeita Flavinha Veras, da secretária municipal de Saúde, vereadores, lideranças, mães atípicas e representantes da AMA – Associação Macauense Autista.

A participação das próprias famílias na abertura do espaço dá um significado especial ao momento. Afinal, são elas que conhecem, diariamente, os desafios enfrentados na busca por atendimento, terapias, acompanhamento e inclusão.

O recado político da entrega

Independentemente das disputas políticas, existe um fato que merece ser observado: uma demanda pontual que NÃO fazia parte da realidade das famílias macauenses, agora ganhou uma estrutura pública específica.

E é justamente aí que surge o debate.

Se determinadas políticas públicas podem ser construídas e colocadas em funcionamento antes do término de um mandato, fica a pergunta: por que OS GESTORES PASSADOS deixaram essas mães desassistidas, esperando anos para sair do papel?

A inauguração do Espaço Criança Feliz, portanto, não deve ser analisada apenas como mais uma obra da Prefeitura.

Para as mães atípicas, o que está em jogo é atendimento, acolhimento e perspectiva.

Portanto



Para a gestão municipal, fica o desafio de garantir que o espaço tenha continuidade, profissionais capacitados e atendimento permanente.

E, para os adversários políticos, fica a realidade de que aquilo que não foi feito em quatro anos pode estar sendo colocado em prática em apenas 20 meses.

" A população é quem deve ser beneficiada quando a política pública deixa de ser promessa e passa a fazer parte da vida das pessoas. Temos consciência que podemos fazer mais e vamos fazer ao logo desse mandato." Destacou a prefeita Flavinha Veras.




Voo da madrugada: MP Eleitoral orienta candidatos e partidos contra o derramamento de santinhos

 


O Ministério Público Eleitoral expediu uma recomendação conjunta para combater o derramamento de santinhos e outros materiais impressos em vias públicas no município de Natal. Realidade que deve ser estendida para todos os municípios potiguares.

A orientação é dirigida a candidatos, partidos políticos, federações, coligações e comitês de campanha. A medida busca preservar a igualdade entre os concorrentes e a limpeza urbana na véspera e no dia da votação.

Os promotores eleitorais da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 69ª Zonas Eleitorais assinam o documento. A iniciativa destaca que o descarte de panfletos em ruas e calçadas, principalmente perto dos locais de votação, atenta contra as regras do processo eleitoral. O ato, popularmente conhecido como voo da madrugada, pode gerar multas para os responsáveis e beneficiários sem a necessidade de aviso prévio.

Além das sanções cíveis, a divulgação de propaganda no dia do pleito é considerada crime eleitoral. A pena prevista é de seis meses a um ano de detenção, que pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade, além de multa. A distribuição de material gráfico só é permitida até as 22h do dia anterior à eleição.


Impactos ambientais e orientações do MP

A prática causa grave impacto socioambiental ao poluir vias urbanas, entupir bueiros e prejudicar o visual da cidade. Os papéis espalhados no chão também geram riscos de acidentes e quedas, afetando principalmente idosos e pessoas com deficiência. Essa conduta pode ser enquadrada como infração à Lei de Crimes Ambientais.

O documento orientado pelo Ministério Público Eleitoral atua de forma preventiva para evitar atos ilícitos e punições. As agremiações devem se abster de lançar ou permitir o descarte de papéis em locais públicos. As sobras de panfletos precisam ser recolhidas aos comitês após o horário limite da véspera.

Os partidos e candidatos devem orientar formalmente seus apoiadores, cabos eleitorais, motoristas e fiscais. Os beneficiados podem ser responsabilizados caso fique demonstrado o conhecimento ou a autorização da prática. Equipes de panfletagem estão proibidas de atuar na madrugada e no dia do pleito.

O descumprimento dos pontos recomendados resultará na adoção imediata de medidas judiciais por parte do Ministério Público Eleitoral.

 


Apos passeata de Cadu, Macau voltou a ser notícia no Rio Grande do Norte. E voltou pela porta da frente da política estadual

 


Quem esteve nas ruas de Macau na noite desta quinta-feira (1º) percebeu algo que vai muito além de uma simples movimentação eleitoral.

Por algumas horas, Macau voltou a ser destaque no cenário político do Rio Grande do Norte.

A cidade salineira recebeu o último grande ato de Cadu de Lula no interior antes do primeiro turno. O chamado “Piseiro do 13” tomou as ruas, reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores e colocou Macau novamente no radar da política estadual.

O detalhe político

Enquanto Cadu escolheu Macau para fechar sua agenda de grandes mobilizações no interior, os demais candidatos seguiram caminhos diferentes.

No caso de Allyson Bezerra, o cenário político em Macau foi marcado por dificuldades de articulação entre grupos e lideranças que o apoiam. Já Álvaro Dias também não conseguiu transformar Macau e a região salineira em um dos principais pontos de sua campanha.

Cadu de Lula, por outro lado, apostou na região e chegou com uma estrutura política articulada e com a presença de lideranças locais.

E foi justamente aí que Macau voltou a mostrar sua importância.

A força de Flavinha, do lider político FV e do povo de Lula

Ao lado da prefeita Flávia Veras, do vice-prefeito Raimundo Nonato, do líder político FV, vereadores e outras lideranças, Cadu percorreu as ruas de Macau em uma demonstração pública de mobilização.

A presença da governadora Fátima Bezerra, da candidata a vice-governadora Larissa Rosado, de Samanda de Lula e de candidatos proporcionais também ampliou o peso político da movimentação.

Não foi apenas uma caminhada.

Foi uma demonstração de que Macau continua tendo peso na política estadual.

A cidade, que durante décadas exerceu influência econômica e política sobre toda a região salineira, voltou a aparecer nas manchetes políticas do RN justamente na reta final do primeiro turno.

A vigília

A mobilização ganhou proporção e repercussão na imprensa potiguar.

Cadu escolheu Macau para encerrar sua jornada pelas regiões e municípios do Estado antes da votação. Em seu discurso, o candidato destacou a importância da cidade e afirmou que terminar a caminhada em Macau, uma terra de grandes potenciais e de gente trabalhadora, tinha um significado especial.

E talvez esteja aí o principal recado político da noite:

Macau não é apenas mais uma cidade no mapa eleitoral do Rio Grande do Norte.

Quando suas ruas são ocupadas por uma grande mobilização política, o reflexo ultrapassa os limites do município.

Vermelho nas ruas

A imagem deixada pelo ato foi de uma Macau tomada pelo vermelho.

Prefeita, liderança política, vereadores, militância e população caminharam juntos, transformando as ruas da cidade em palco da reta final da campanha de Cadu de Lula.

O vermelho, neste momento, não aparece apenas como a cor de uma campanha.

É a cor escolhida pelo grupo político que decidiu apostar no projeto de Cadu, no campo político ligado ao presidente Lula e na continuidade de uma articulação que busca transformar a região salineira em um importante polo de apoio político.

Se as urnas confirmarão ou não essa fotografia das ruas, é outra história.

A resposta definitiva será dada pelo eleitor no voto.

Mas uma coisa ficou evidente naquela noite:

Macau voltou a ser notícia no Rio Grande do Norte. E voltou pela porta da frente da política estadual.

 


Reta final no RN: pesquisas mostram Cadu crescendo e encostando em Allyson no cenário com apoios

 


A reta final da campanha para o Governo do Rio Grande do Norte apresenta números diferentes conforme a metodologia e o cenário testado. As pesquisas Metadata/Grupo Dial e DataVero/Diário do RN, divulgadas em 2 de outubro, ajudam a mostrar como a disputa chegou aos últimos dias antes do primeiro turno.

O dado que mais chama atenção, especialmente na série do DataVero, é o crescimento de Cadu de Lula e a redução da distância para Allyson Bezerra quando os principais apoios políticos são apresentados aos eleitores.

Na Metadata/Grupo Dial, no cenário estimulado tradicional, Allyson aparece com 41,24%, Cadu com 25,36% e Álvaro Dias com 19,30%. Cadu abre 6,06 pontos sobre Álvaro, diferença superior à margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Já a DataVero/Diário do RN, em um cenário diferente — no qual os candidatos são apresentados juntamente com seus principais apoios políticos — mostra uma fotografia bem mais apertada: Allyson tem 35,82%, Cadu chega a 32,46% e Álvaro aparece com 20,54%. A diferença entre Allyson e Cadu é de 3,36 pontos, dentro da margem de erro de 2,53 pontos percentuais.

O crescimento de Cadu na série DataVero

É justamente na evolução dos números que aparece um dos principais elementos da reta final.

No mesmo cenário com apoios políticos, Cadu tinha 22,66% em 14 de agosto, passou para 23,21%, depois chegou a 28,28% em 10 de setembro e agora aparece com 32,46%.

Ou seja, entre a primeira e a última medição dessa série, houve uma variação de 9,80 pontos percentuais.

No mesmo período, Allyson passou de 37,81% para 35,82%, enquanto Álvaro caiu de 25,37% para 20,54%.

O movimento também aparece na comparação mais recente: de 10 de setembro para 2 de outubro, Cadu avançou 4,18 pontos, enquanto Allyson oscilou 0,64 ponto para cima e Álvaro recuou 2,57 pontos.

Duas pesquisas, duas fotografias da disputa

Os levantamentos não são contraditórios necessariamente. Eles testaram cenários diferentes.

A Metadata/Grupo Dial, com entrevistas realizadas entre 28 e 30 de setembro, ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A DataVero/Diário do RN entrevistou 1.500 eleitores em 50 municípios, entre 30 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e confiança de 95%.

A diferença metodológica é importante: enquanto a Metadata apresenta o cenário estimulado apenas com os nomes, a DataVero também mediu o efeito da apresentação dos principais apoios políticos.

O fator apoio político

E é nesse ponto que o nome de Cadu aparece com maior crescimento.

Na DataVero, Cadu é apresentado ao lado do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra. Allyson aparece associado a José Agripino, Garibaldi Alves e Robinson Faria, enquanto Álvaro Dias é apresentado com Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire.

Nesse recorte, Cadu chega a 32,46%, ficando nominalmente apenas 3,36 pontos atrás de Allyson — diferença que, considerando a margem de erro, caracteriza empate técnico.

Outro dado relevante é que, na mesma pesquisa, 31,73% dos entrevistados ainda não apresentaram uma escolha definida na modalidade espontânea, somando os que não sabem ou não responderam e os que indicaram branco, nulo ou nenhum candidato.

O que os números permitem dizer

A leitura conjunta das duas pesquisas mostra três fatos objetivos:

  • Allyson permanece numericamente na liderança nos cenários apresentados pelas duas pesquisas;
  • Cadu está consolidado na segunda colocação na Metadata e aparece muito próximo de Allyson no cenário com apoios da DataVero;
  • A série DataVero registra crescimento expressivo de Cadu nas últimas rodadas, reduzindo a distância para o primeiro colocado.

Portanto, a reta final chega com cenários distintos conforme a forma como a pergunta é apresentada ao eleitor. A pesquisa DataVero, especialmente, registra uma aproximação significativa entre Cadu e Allyson quando os apoios políticos são colocados na mesa.

E há um detalhe que não pode ser ignorado: pesquisa eleitoral é fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas, não resultado de urna nem previsão do desfecho eleitoral. A própria divulgação do Diário do RN ressalta essa limitação.

Na reta final, os números mostram que Cadu chega ao último fim de semana de campanha em trajetória ascendente na série DataVero, enquanto a disputa pela primeira colocação apresenta diferenças importantes conforme o cenário pesquisado.

 


Reta final: campanha ao Governo do RN chega ao último fim de semana com novo cenário

 


A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega ao último fim de semana antes da eleição deste domingo (4) com um cenário diferente daquele apresentado no início do primeiro turno.

Ao longo da campanha, os candidatos percorreram o estado, participaram de debates e apresentaram propostas para áreas consideradas estratégicas, como saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, geração de emprego, turismo e desenvolvimento econômico.

Na reta final, a disputa também ganhou novos contornos com a retirada de duas candidaturas. Rodrigo de Bolsonaro (Agir) desistiu da disputa e declarou apoio a Álvaro Dias (PL). Posteriormente, o diretório estadual do PSOL decidiu retirar a candidatura de Robério Paulino e apoiar Cadu de Lula (PT).

Com essas mudanças, sete candidaturas chegam ao último sábado de campanha na disputa pelo comando do Executivo estadual.

Os temas que marcaram a campanha

Entre os assuntos que estiveram no centro dos debates e confrontos eleitorais estão a situação da saúde pública, a gestão do Hospital Walfredo Gurgel, segurança pública e sistema penitenciário, educação e escolas em tempo integral.

Também ganharam espaço a obra de engorda da Praia de Ponta Negra, a chamada Operação Mederi, a proposta de uma terceira ponte em Natal, infraestrutura, mobilidade urbana e grandes obras.

O modelo de licenciamento ambiental do Idema, o combate às facções criminosas, a violência contra a mulher, geração de emprego e renda, empreendedorismo, turismo e meio ambiente também fizeram parte da agenda dos candidatos.

Na área econômica e administrativa, a situação financeira do Estado, o pagamento dos servidores públicos, empréstimos consignados, agricultura, recursos hídricos, habitação e assistência social estiveram entre os assuntos discutidos.

A disputa presidencial e as alianças políticas também ganharam peso na campanha, assim como as avaliações e críticas feitas pelos candidatos em relação às gestões anteriores.

Agora, com a campanha chegando às últimas horas, o eleitor potiguar se prepara para decidir, nas urnas, quem comandará o Rio Grande do Norte pelos próximos quatro anos.

 


Senado no RN: segundo voto ainda é um terreno aberto, e 73,39% dos eleitores não apontam candidato

 


A pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta sexta-feira (2), coloca uma questão importante sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2026: o eleitor potiguar ainda demonstra um elevado grau de indefinição, principalmente em relação ao segundo voto.

Como neste ano estarão em disputa duas das três cadeiras do Senado destinadas ao RN, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. E é justamente na segunda escolha que aparece o maior espaço para mudanças ao longo da campanha.

Na primeira escolha espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, Styvenson Valentim (Podemos) aparece com 24,48%. Na sequência estão Zenaide Maia (PSD), com 9,56%; Samanda de Lula (PT), 5,89%; Rafael Motta (PDT), 3,39%; e Coronel Hélio (PL), 1,38%.

Mas há um dado que chama ainda mais atenção: 48,66% dos entrevistados não souberam ou não responderam à primeira escolha.

E o segundo voto? Aí está a grande incógnita

Quando o entrevistado é questionado sobre quem seria seu segundo candidato, a indefinição aumenta consideravelmente.

Coronel Hélio aparece numericamente com 5,83%, seguido por Zenaide Maia (4,57%), Rafael Motta (3,72%), Styvenson (3,13%) e Samanda de Lula (2,77%).

Pela margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os cinco aparecem tecnicamente empatados nesse quesito.

O número que merece atenção, entretanto, está acima de todos eles: 73,39% dos entrevistados não souberam ou não responderam qual seria o segundo voto.

O X da questão

É justamente aqui que a pesquisa merece ser lida com atenção.

Não se trata apenas de saber quem aparece na frente hoje. O dado mais relevante é perceber quantos eleitores ainda não definiram a segunda escolha.

Na prática, existe uma parcela expressiva do eleitorado que já consegue apontar um primeiro nome, mas ainda não decidiu quem receberá o segundo voto.

Isso deixa uma parte importante da disputa ainda em aberto e mostra que, neste momento, a segunda vaga não está claramente definida pela pesquisa espontânea.

Outro ponto importante: pesquisa eleitoral é um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado das urnas. O levantamento ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do RN, entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de confiança.

Em outras palavras: se o primeiro voto já começa a apresentar uma fotografia mais nítida, o segundo ainda parece uma página em branco para boa parte do eleitorado potiguar.

 


Em destaque: Agenda dos candidatos ao Governo do RN deste sábado (3)

 


Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte cumprem neste sábado (3) os últimos compromissos de rua antes do primeiro turno das Eleições 2026. As agendas de Cadu de Lula (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL) estão concentradas em Natal e incluem carreatas, bandeiraço e atos com apoiadores.

O primeiro turno será realizado neste domingo, 4 de outubro, quando os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.

Mudança

Nos últimos dias da campanha Robério Paulino deixou a disputa após o Diretório Estadual do PSOL decidir retirar sua candidatura ao Governo do RN. A decisão foi tomada na noite da última quarta-feira (30), e o partido anunciou apoio à candidatura de Cadu de Lula.

Confira a programação informada pelas campanhas para este sábado:

Álvaro Dias (PL)

Álvaro Dias participa de uma carreata na Zona Norte de Natal. A concentração está marcada para as 8h22, na Avenida Itapetinga, em frente à Lagoa de Santarém.

O ato integra as mobilizações de encerramento da campanha de rua do candidato ao Governo do Estado.

Agenda:

  • 8h22: carreata na Zona Norte de Natal;
  • Concentração: Avenida Itapetinga, em frente à Lagoa de Santarém.

As agendas são informadas pelas respectivas campanhas e podem sofrer alterações ao longo do dia.

Cadu de Lula (PT)

Cadu de Lula inicia os compromissos às 9h, com uma carreata na Zona Norte de Natal. A concentração está marcada para a Avenida da Alegria.

À tarde, às 15h, o candidato participa de um bandeiraço na Feirinha de Ponta Negra, na Zona Sul.

O último compromisso previsto ocorre às 18h, com um ato denominado pela campanha de “Piseiro”, na Avenida Engenheiro Roberto Freire. A concentração será no Ponto 7, com percurso em direção à Praça da Árvore, em Mirassol. A programação também consta em agenda de mobilizações divulgada nesta reta final da campanha.

Agenda:

  • 9h: carreata na Zona Norte — concentração na Avenida da Alegria;
  • 15h: bandeiraço na Feirinha de Ponta Negra;
  • 18h: ato na Avenida Engenheiro Roberto Freire — concentração no Ponto 7.

Allyson Bezerra (União Brasil)

Allyson Bezerra realiza neste sábado a Carreata do Azulão, entre as zonas Norte e Leste de Natal.

A concentração está prevista para as 10h, na Avenida Pirassununga, na Zona Norte. Segundo a programação informada pela campanha, o percurso seguirá em direção ao bairro das Rocas, na Zona Leste da capital.

Agenda:

  • 10h: Carreata do Azulão;
  • Concentração: Avenida Pirassununga;
  • Percurso: da Zona Norte em direção às Rocas.

 


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Em Pendências, gestão Dra. Lays disponibiliza profissionais de Psicologia e aposta no cuidar como política de educação

 


Zona Rura: EM João Felipe

Enquanto muitos municípios ainda tratam a saúde mental dentro das escolas apenas como tema de campanhas pontuais, Pendências vem tentando transformar o acolhimento em uma prática permanente da educação municipal.

A gestão da prefeita Dra. Lays tem dado atenção a uma questão que, durante muito tempo, ficou em segundo plano no debate educacional: quem cuida de quem cuida?

Professor, auxiliar, gestor e demais profissionais da educação também enfrentam diariamente pressão, sobrecarga e desgaste emocional. E foi justamente essa realidade que a Secretaria Municipal de Educação colocou em discussão durante as ações do Setembro Amarelo.

Não foi apenas uma palestra

Por meio das psicólogas Maria Lara de Sousa e Érica Barreto, a Secretaria de Educação levou para profissionais das escolas da zona urbana e rural momentos de escuta, rodas de conversa e orientação sobre exaustão mental, autocuidado e saúde emocional.

A proposta chama atenção porque não ficou restrita aos estudantes.

A gestão também voltou o olhar para os profissionais que estão na linha de frente da educação e que, muitas vezes, precisam lidar diariamente com situações complexas dentro e fora da sala de aula.

E aqui está um ponto que merece ser observado: não existe educação de qualidade apenas com estrutura física, material didático ou calendário escolar. Existe também uma dimensão humana que precisa ser cuidada.

Crianças atípicas também estão no centro das ações

Outro aspecto da política educacional do município é o acompanhamento de crianças atípicas, com atuação destes profissionais de psicologia vinculados à Secretaria Municipal de Educação. Existe uma atuação própria dentro da estrutura da educação municipal, buscando oferecer suporte aos estudantes e às famílias e contribuir para uma escola mais preparada para lidar com diferentes necessidades.

A política que não aparece apenas na fotografia

O desafio de qualquer gestão pública é fazer com que ações de governo ultrapassem a fotografia de uma campanha e se transformem em rotina administrativa.

É justamente nesse ponto que a experiência de Pendências merece ser acompanhada. O Setembro Amarelo pode terminar no calendário, mas a discussão sobre saúde mental, autocuidado e acolhimento precisa continuar durante todo o ano.

Porque, no final das contas, uma escola não é formada apenas por paredes, carteiras e professores diante de uma lousa. É formada por pessoas. E cuidar dessas pessoas também é fazer política pública de educação.

Portanto

Em Pendências, a gestão da prefeita Dra. Lays procura imprimir essa visão: uma educação que não olha somente para o aluno que precisa aprender, mas também para o profissional que precisa estar emocionalmente preparado para ensinar.

Esse talvez seja um dos sinais dos novos tempos que a atual gestão pretende imprimir na educação municipal: menos distância, mais escuta; menos formalidade, mais acolhimento; e uma educação que entende que cuidar também faz parte do processo de ensinar.

 

Escola estadual monsenhor Honório; trabalho sendo realizado com todas as escolas do municipio


Hélio de Mundinho não espera o voto chegar: vai atrás dele em Guamaré e região

 

Mais uma familia fecha com os candidatos de Helio e Cadu de Lula

Engajamento, presença e diálogo com a população: é assim que o prefeito de Guamaré vem movimentando sua base política na busca por votos para Cadu de Lula.

Se todos os prefeitos aliados de Cadu de Lula trabalhassem com o mesmo nível de mobilização que vem sendo demonstrado pelo prefeito de Guamaré, Hélio de Mundinho, o resultado das urnas poderia surpreender — e muito.

Pois bem

Hélio é daquelas lideranças que não parecem se contentar com pouco. O prefeito tem percorrido diferentes recantos de Guamaré e da região onde seu grupo político possui presença e busca, no contato direto com a população, ampliar o apoio aos seus candidatos.

E política, principalmente em cidades do interior, ainda passa muito por isso: presença, conversa, diálogo e capacidade de mobilização.

Comportamento

Como podemos observar nas movimentações políticas recentes em Guamaré, a base governista vem ocupando espaços e buscando conversar diretamente com a população. Não se trata apenas de aparecer em grandes eventos, mas de construir uma presença política que possa se transformar em votos quando as urnas forem abertas.

Posição do j

Ao Blog Cidade do Sal, o prefeito Hélio de Mundinho deixou claro o objetivo do grupo:

“Estamos trabalhando para oferecer aos nossos candidatos e o nosso candidato ao Governo do RN uma votação consistente, pelo compromisso com a nossa cidade e, sobretudo, pela esperança de continuar com esse projeto de fortalecimento da nossa região salineira.”

A declaração revela que a estratégia política de Guamaré passa pela tentativa de transformar o discurso de apoio em resultado eleitoral.

O piseiro mostrou a força da mobilização

Em recente piseiro realizado em Guamaré, Cadu de Lula foi recepcionado por uma multidão nas ruas da cidade. A movimentação chamou atenção e mostrou a capacidade de mobilização da base política local.

Agora, o desafio de Hélio de Mundinho e de seu grupo político é transformar essa demonstração pública de apoio em votação.

No fim das contas, a política tem seu momento decisivo diante da urna.

E é justamente por isso que a movimentação de Guamaré merece ser observada de perto. Enquanto alguns grupos ainda discutem estratégias, Hélio parece ter escolhido um caminho simples: ir para a rua, conversar com o eleitor e buscar voto onde houver espaço para o diálogo.

 


PSOL retira Robério Paulino da disputa e declara apoio a Cadu de Lula na reta final da eleição no RN

 


A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte ganhou uma mudança importante a poucos dias do primeiro turno. O Diretório Estadual do PSOL decidiu, na noite desta quarta-feira (30), retirar a candidatura do professor Robério Paulino e declarar apoio a Cadu de Lula (PT).

Segundo o próprio PSOL, a decisão foi tomada por ampla maioria do diretório e contou com a concordância de Robério Paulino. A legenda também anunciou a retirada da candidatura de Lenny Grilo.

Qual é a estratégia do PSOL?

A justificativa apresentada pelo partido é essencialmente eleitoral: concentrar forças em Cadu de Lula para tentar impedir que o segundo turno no RN seja disputado por dois candidatos que o PSOL classifica, em sua nota, como de direita — Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL).

O partido também relacionou a decisão à disputa presidencial. Na nota, o PSOL afirma que pretende evitar um cenário que, segundo sua avaliação, poderia criar um palanque para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno nacional. Essa é uma posição política expressamente apresentada pelo partido, e não uma conclusão independente.

O cenário das pesquisas

A movimentação acontece justamente quando a disputa pelas duas vagas do segundo turno está concentrada entre Cadu, Allyson e Álvaro.

A pesquisa AtlasIntel divulgada em 29 de setembro apresentou Cadu com 37,1%, Álvaro Dias com 27,3% e Allyson Bezerra com 27,1%. Robério Paulino apareceu com 0,2% nesse levantamento. Foram entrevistadas 1.207 pessoas entre 23 e 28 de setembro.

Já a pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro mostrou um cenário diferente: Allyson aparecia com 39%, Cadu com 21% e Álvaro com 18%.

Ou seja, as pesquisas divulgadas na reta final apresentam fotografias diferentes da disputa, especialmente em relação à segunda vaga do segundo turno.

A saída de Robério pode mudar o jogo?

É justamente essa a aposta política do PSOL.

Com a retirada da candidatura, o partido passa a orientar seus filiados e simpatizantes a apoiar Cadu de Lula. Mas é importante separar a decisão partidária de uma certeza sobre o comportamento do eleitorado: não é possível afirmar que todos os eleitores de Robério migrarão automaticamente para Cadu.

O que muda objetivamente é o cenário político da esquerda potiguar, que passa a ter uma candidatura a menos na disputa e uma declaração formal de apoio do PSOL ao candidato do PT.

A decisão ocorre a apenas quatro dias do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro, tornando a movimentação uma das últimas alterações relevantes na composição política da eleição para o Governo do RN.

Em resumo: o PSOL deixa de disputar o Governo do Estado com Robério Paulino e passa a atuar pela candidatura de Cadu de Lula. A justificativa oficial é evitar um segundo turno entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias e, na avaliação da legenda, fortalecer o campo político identificado pelo partido como de esquerda.

 


Agenda dos candidatos ao governo d RN apresenta Cadu de Lula em Macau nesta quinta-feira(01)

 


Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte cumprem agendas de campanha em Natal, Mossoró, Parnamirim, Macau e Caraúbas nesta quinta-feira (1º). A programação inclui caminhadas, reuniões, mobilizações e encontros com apoiadores.

Confira a agenda em ordem alfabética:

Allyson Bezerra (União Brasil)

  • 10h – Reunião de coordenação de campanha, em Mossoró;
  • 17h – Concentração para a descida do Alto de São Manoel, na Avenida Presidente Dutra, em Mossoró.

Álvaro Dias (PL)

  • 15h30 – Ato nos bairros Lagoa Azul, Câmara Cascudo, Boa Esperança, Nordelândia, Nova Natal, Conjunto Cidade Praia e Loteamento José Sarney, em Natal;
  • 18h – Encontro com amigos de Preto Aquino e Angelo, em Natal;
  • 18h – Mobilização em Caraúbas;
  • 19h – Encontro dos amigos de Jeferson Andrade, em Natal;
  • 19h30 – Reunião de encerramento da campanha, em Natal;
  • 20h – Encontro com amigos de Marlene Ramalho, em Natal.

Cadu de Lula (PT)

  • 9h – Caminhada no centro comercial de Parnamirim, com concentração em frente ao Mercado Público;
  • 13h – Reunião com lideranças políticas do interior;
  • 15h – Caminhada no bairro das Quintas, em Natal, com concentração na Avenida Nevaldo Rocha, na Passarela das Quintas;
  • 19h – Piseiro em Macau.

Robério Paulino (PSOL)

  • 10h – Coletiva de imprensa na Sede Marielle Franco para informar sobre a tática eleitoral do PSOL nas eleições.

 


TRE-RN aponta inconsistências e derruba pesquisa que colocava Álvaro Dias na liderança

 


A pesquisa eleitoral registrada sob o número RN-09520/2026, que colocou Álvaro Dias na liderança da corrida pelo Governo do RN, foi considerada irregular pelo Tribunal Regional Eleitoral. Por unanimidade, a Corte determinou a proibição definitiva da divulgação do levantamento e aplicou multa de R$ 53.205, de forma solidária, ao instituto Ipsensus e à empresa contratante, Candeeiro Comunicação Integrada e Tecnologia.

Entre os problemas apontados pelo relator, juiz federal Hallison Rêgo, estava a própria composição da amostra. A distribuição dos entrevistados por nível econômico inicialmente somava apenas 95,9%, deixando cerca de 4,1% sem classificação. Segundo o julgamento, também houve alterações posteriores no levantamento, além da retirada de um quadro de distribuição por município e da mudança da margem de erro inicialmente informada, de 2,5 para 3 pontos percentuais.

Outro ponto considerado relevante foi a identificação da responsável técnica pela pesquisa. Uma declaração apresentava dois números de registro profissional, sendo um deles atribuído a outra pessoa, Augusto da Silva Rocha, ligada à Média Inteligência em Pesquisa. O julgamento também registrou que Augusto participou de reunião de fiscalização em nome da Ipsensus, enquanto Giovana Rillary da Silva Rocha, indicada como responsável técnica, não participou de duas videoconferências de fiscalização.

O caso ganhou ainda mais gravidade porque a Justiça Eleitoral já havia determinado a abertura de investigação pela Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades na elaboração da pesquisa. Entre os elementos mencionados estão indícios de clonagem de questionários. Com tantos questionamentos sobre registro, amostragem, responsabilidade técnica e execução das entrevistas, o levantamento que apontava Álvaro Dias com 32,5%, contra 27,3% de Allyson Bezerra e 16,8% de Cadu Xavier, acabou retirado de circulação por decisão da Justiça Eleitoral.

 


Greve da Caixa chega ao fim, mas deixa um recado aos clientes

 


A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao fim nesta terça-feira (29), após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgar o dissídio coletivo da categoria. Com isso, as agências retomam o atendimento normal nesta quarta-feira (30), no Rio Grande do Norte e nas demais regiões do país.

No RN, os bancários acompanharam o julgamento e aprovaram, em assembleia, o retorno às atividades, encerrando uma paralisação que durou 19 dias. A greve havia começado em 10 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram propostas apresentadas pela Caixa para a renovação do acordo coletivo de trabalho.

Um dos principais pontos de divergência foi o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados do banco. Houve tentativa de mediação antes do julgamento, mas banco e trabalhadores não chegaram a um acordo.

Durante o julgamento, o ministro Maurício Godinho Delgado rejeitou o pedido da Caixa para que a greve fosse considerada abusiva e também afastou a multa pretendida pelo banco contra os sindicatos. Ao mesmo tempo, determinou o encerramento do movimento e a retomada imediata das atividades.

Os dias de paralisação não serão descontados dos salários, mas deverão ser compensados pelos empregados no prazo de até 180 dias. A compensação deverá levar em consideração o período em que cada trabalhador efetivamente participou da greve, já que algumas unidades permaneceram funcionando.

Mas fica um ponto que não pode ser ignorado.

Os transtornos provocados aos clientes durante os 19 dias de greve não desaparecem simplesmente porque as agências voltaram a funcionar.

A greve é um instrumento legítimo de reivindicação dos trabalhadores e a decisão do TST reconheceu que o movimento não era abusivo. Mas também fica uma lição para todos os envolvidos: quando uma paralisação atinge um serviço essencial para a rotina da população, quem está do outro lado do balcão também paga a conta.

Agora, com o fim da greve, cabe à Caixa organizar o atendimento e buscar reduzir os impactos acumulados durante os 19 dias. E aos trabalhadores e à direção do banco, fica o desafio de avançar nas negociações para que novos conflitos não voltem a penalizar, principalmente, o cliente.

A agência reabre. Mas os transtornos deixados pela greve não se resolvem com um simples “voltamos ao normal”.

 


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Debate entre candidatos ao Governo do RN termina com acusações, críticas e propostas

 


O último debate televisivo antes do primeiro turno das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte reuniu, nesta terça-feira (29), na Inter TV, os candidatos Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL). O encontro, realizado em Natal, foi marcado pelo confronto direto entre os candidatos e por discussões sobre problemas que afetam diretamente a população potiguar.

Nos primeiros blocos, o tom foi de cobrança e troca de acusações. Cadu de Lula questionou Allyson Bezerra sobre uma investigação relacionada à compra de medicamentos na saúde de Mossoró, enquanto Allyson afirmou que já havia prestado esclarecimentos sobre o caso. Álvaro Dias direcionou críticas a Cadu e à situação do Hospital Walfredo Gurgel, recebendo como resposta a defesa das ações do governo e a apresentação de propostas para a saúde.

Outro momento de confronto envolveu Robério Paulino e Álvaro Dias. O candidato do PSOL questionou o adversário sobre uma denúncia envolvendo Flávio Bolsonaro, enquanto Álvaro considerou o assunto inadequado para o debate e voltou a tratar da saúde pública. Já Allyson questionou Robério sobre segurança pública e os índices de violência no estado. Robério defendeu uma política que combine atuação policial com ações sociais, enquanto Allyson destacou medidas adotadas em Mossoró.

Nos blocos com temas definidos por sorteio, os candidatos trataram de assuntos como sistema penitenciário, combate ao crime organizado, educação, terceirização e diversidade. A situação da educação estadual também entrou no debate, com Robério citando a posição do Rio Grande do Norte no Ideb e defendendo a ampliação do ensino em tempo integral. Cadu questionou Allyson sobre possíveis práticas abusivas contra trabalhadores terceirizados durante períodos eleitorais, enquanto Allyson perguntou a Robério sobre políticas voltadas para a juventude.

No fim das contas, o debate mostrou uma disputa eleitoral marcada por diferentes visões sobre saúde, segurança, educação, infraestrutura e gestão pública. Mais do que as provocações e acusações, o eleitor potiguar terá agora a tarefa de observar o que cada candidato apresentou como proposta e, principalmente, quais compromissos pretende assumir para governar o Estado. O primeiro turno acontece no próximo domingo (4), quando os eleitores decidirão nas urnas quais nomes seguirão na disputa.