quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Damião Merêncio e Dyana Lira mostram força política mesmo fora do mandato

 


No momento em que agradecer faz parte da boa convivência entre eleitor e liderança política, vale destacar a votação oportunizada por Damião Merêncio e sua filha, Dyana Lira, ao deputado estadual Ivanilson Oliveira.

O detalhe

Mesmo afastado do dia a dia da política salineira para cuidar de seus empreendimentos empresariais na região, Damião não ficou completamente distante do processo eleitoral. Ao lado de Dyana, manteve conversas com aliados, visitou famílias e circulou por diferentes comunidades de Macau durante o período de campanha.

O resultado apareceu nas urnas: 277 votos para Ivanilson Oliveira, em uma articulação feita por uma liderança que atualmente não ocupa mandato e que não está envolvida diariamente na política local.

O que dizer?

Damião Merêncio e sua família demonstram que liderança política também se constrói e se mantém através das relações, da amizade e da capacidade de mobilização.

Na hora do voto, aqueles que estiveram próximos e ajudaram a construir essa caminhada também são lembrados. E os 277 votos destinados a Ivanilson Oliveira mostram que, mesmo longe dos holofotes do cotidiano político, Damião e Dyana ainda conseguem movimentar uma parcela do eleitorado macauense.

Exemplo

É a política mostrando que mandato passa, mas relações construídas ao longo do tempo permanecem.

 


CRAS celebra Semana da Criança com lazer, premiações, entretenimento e acolhimento social em Macau

 



Em uma ação voltada ao cuidado, à convivência e ao fortalecimento dos vínculos sociais, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Macau promoveu uma programação especial em celebração à Semana da Criança, reunindo crianças e adolescentes atendidos pela instituição em um dia de lazer, diversão, premiações e acolhimento.

A atividade foi realizada em uma chácara localizada em Tambaú e contou com a participação dos jovens acompanhados pelo CRAS. A programação incluiu feijoada, festival de prêmios, momentos de entretenimento e atividades de convivência, proporcionando um dia diferente para crianças e adolescentes que participam das ações desenvolvidas pela instituição ao longo do ano.

A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, sob a condução da secretária Geruza Fonseca, reforçando a proposta de oferecer não apenas o atendimento social, mas também momentos de convivência, integração e valorização das crianças e adolescentes assistidos.







Segundo a diretora do CRAS, a psicopedagoga Deina Cristina, a ação representa também uma forma de demonstrar cuidado e atenção às crianças e jovens atendidos pela instituição.

“Na gestão da prefeita Flavinha Veras, sempre houve um olhar voltado para essas crianças e jovens. Nesta semana em que celebramos uma data que simboliza justamente a valorização e o acolhimento da infância, nada mais oportuno do que proporcionar um momento de lazer, convivência e cuidado”, destacou Deina Cristina.

Para a secretária Geruza Fonseca, iniciativas como essa complementam o trabalho cotidiano desenvolvido pela Assistência Social, aproximando ainda mais os serviços públicos das famílias e criando espaços de convivência para crianças e adolescentes.

Segundo Geruza, o trabalho da Assistência Social vai além do atendimento às demandas emergenciais. É também uma política pública de acompanhamento, proteção, convivência e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

“Momentos como esse são importantes porque permitem que nossas crianças e adolescentes tenham acesso ao lazer, à convivência e, principalmente, sintam-se acolhidos e valorizados. O trabalho do CRAS é diário e busca justamente estar próximo das famílias, oferecendo acompanhamento e oportunidades”, ressaltou a secretária.

A programação da Semana da Criança reforça a proposta do CRAS de trabalhar o acolhimento social de forma humanizada, criando oportunidades de convivência e integração para o público atendido pela instituição.

Mais do que uma festa, um momento de convivência, cuidado e valorização da infância.

 










Macau que seus cidadãos esperaram anos para ver, começa a tomar forma em pouco mais de 20 meses de gestão

 



A Praia de Camapum começa a apresentar uma nova imagem. Depois de anos de espera por melhorias, o acesso ao principal cartão-postal de Macau passa por uma sequência de intervenções que envolve estrada, pavimentação, entrada da praia, iluminação e recuperação de espaços simbólicos.

Em pouco mais de 20 meses da atual gestão, a Prefeitura de Macau, em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, avança em uma frente de obras que começa pela estrada que liga o município à praia e chega agora aos acessos laterais e à entrada de Camapum.

A recuperação dos aproximadamente três quilômetros da estrada, realizada pelo Governo do Estado e entregue no fim de agosto, melhorou a ligação entre Macau e um dos principais destinos turísticos da região. Agora, a Prefeitura dá continuidade ao trabalho com a recuperação dos acessos laterais à praia.

E aqui cabe uma reflexão: quantos anos Macau esperou para começar a olhar para Camapum como um espaço que precisa de infraestrutura, cuidado e valorização turística?


A resposta talvez esteja na própria paisagem que começa a mudar.




O pórtico de entrada está sendo revitalizado, com implantação de gramado sintético nos dois lados e preparação para uma nova iluminação. O entorno da imagem de Nossa Senhora da Conceição também recebe melhorias, com recuperação do pedestal, gramado e iluminação.

E existe uma história por trás dessa imagem.

De acordo com a gestão municipal, quando a atual administração assumiu a Prefeitura, a imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada abandonada em um canteiro de lixo no pátio do município. A imagem, que possui forte significado religioso para muitos católicos salineiros, foi resgatada pela prefeita Flávinha Veras e agora volta a ocupar um lugar de destaque na entrada de Camapum.

Para além da disputa política, existe uma questão que merece ser observada pela população: a cidade está conseguindo transformar pontos que durante muito tempo ficaram esquecidos?

Essa resposta caberá ao próprio cidadão, que acompanha as obras, utiliza os espaços públicos e conhece de perto a realidade do município.

O fato concreto é que a estrada foi recuperada, os acessos laterais estão recebendo intervenção e a entrada de Camapum passa por uma revitalização que pretende melhorar a recepção de moradores e visitantes.

Com a chegada do período de fim de ano e o consequente aumento do movimento turístico, as melhorias também colocam novamente Camapum no centro das discussões sobre turismo, infraestrutura e desenvolvimento econômico de Macau.

Não se trata apenas de deixar a entrada bonita. Trata-se de cuidar de um dos espaços que ajudam a contar a história de Macau e que também podem contribuir para movimentar a economia local.

Ainda há muito a ser feito, e ninguém pode afirmar que os problemas da cidade estão resolvidos. Mas também seria injusto ignorar aquilo que já começa a aparecer diante dos olhos de quem passa por Camapum.

A Macau que muitos salineiros esperaram durante anos começa a tomar forma — e agora caberá à população acompanhar, cobrar, fiscalizar e também reconhecer aquilo que efetivamente estiver sendo realizado.

 


Atual gestão responde em 20 meses para o que não  foi feito por anos




Fotos Arafran Peter**

Pensando em “redemocratizar o país”: Flávio Bolsonaro fala em fim da reeleição e admite mandato presidencial de cinco anos e muito mais...

 


Proposta coloca Congresso no centro de uma possível mudança nas regras eleitorais e abre novo debate sobre o futuro político do Brasil

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a colocar na mesa uma das discussões que podem mexer profundamente com o sistema político brasileiro: o fim da reeleição para cargos do Executivo.

Em declarações nesta quarta-feira (7), o senador afirmou que, caso seja eleito, pretende utilizar a força política de um presidente recém-eleito para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acabe com a possibilidade de reeleição.

E foi justamente nesse ponto que surgiu uma questão que merece atenção: qual seria a duração do mandato presidencial sem a possibilidade de reeleição?

Flávio deixou claro que essa decisão caberia ao Congresso Nacional. Segundo ele, os parlamentares terão de discutir se o mandato continuará sendo de quatro anos ou se poderá passar para cinco anos, além de definir se a mudança atingiria apenas o presidente da República ou também governadores e prefeitos.

Uma mudança que vai muito além da eleição presidencial

A discussão não é pequena.

Acabar com a reeleição significa mexer diretamente na lógica de funcionamento da política brasileira. Atualmente, prefeitos, governadores e o presidente podem disputar um segundo mandato consecutivo.

Na prática, a possibilidade de reeleição influencia desde a formação das alianças políticas até a relação entre governos e seus respectivos Legislativos.

Para quem defende o fim da reeleição, o argumento é que o governante teria menos incentivo para tomar decisões pensando na próxima eleição.

Já os críticos da proposta questionam se um mandato de cinco anos, sem possibilidade de renovação, poderia acabar reduzindo a capacidade de avaliação do eleitor sobre uma administração.

E aqui está uma das perguntas que o eleitor brasileiro precisará acompanhar: se o mandato passar para cinco anos, quem ganha e quem perde com essa mudança?

Flávio também fala em outras mudanças

O presidenciável não limitou suas declarações ao fim da reeleição.

Flávio citou ainda propostas relacionadas à redução da maioridade penal, reformas do Judiciário, mudanças no sistema político e alterações na reforma tributária.

O senador também voltou a defender uma mudança constitucional mais ampla, utilizando a expressão “redemocratizar o país” e afirmando que o Brasil precisa, segundo sua avaliação, “voltar ao normal”.

As declarações acontecem em um momento de forte disputa política e de evidente polarização no país.

O Congresso será peça fundamental

Um ponto importante nessa discussão é que nenhuma dessas mudanças pode ser feita simplesmente por decisão do presidente da República.

Alterações na Constituição dependem da aprovação do Congresso Nacional, seguindo o rito específico de uma PEC e exigindo quórum qualificado na Câmara dos Deputados e no Senado.

Flávio aposta justamente na atual configuração política do Congresso, onde o PL possui as maiores bancadas nas duas Casas.

É uma declaração que revela uma estratégia eleitoral bastante clara: a disputa pela Presidência em 2026 não estará separada da disputa pelas cadeiras do Congresso Nacional.

A imprensa também entrou no discurso

Outro ponto das declarações chamou atenção.

Flávio afirmou que, em eventual governo, pretende estabelecer uma relação baseada, segundo suas palavras, em ponderação, segurança jurídica, respeito à Constituição e respeito à política.

Também fez críticas ao que considera interferências indevidas envolvendo o Executivo, o Judiciário e veículos de comunicação.

Para quem trabalha com informação, esse é um debate que merece ser acompanhado de perto.

Liberdade de imprensa, responsabilidade jornalística, independência dos Poderes e respeito às decisões judiciais não deveriam ser tratados apenas como bandeiras eleitorais. São pilares fundamentais de qualquer democracia.

O que está em jogo?

Mais do que uma discussão entre esquerda e direita, a fala de Flávio Bolsonaro coloca em evidência uma questão maior: que modelo político o Brasil pretende construir para os próximos anos?

Fim da reeleição? Mandato de cinco anos? Mudanças no Judiciário? Reforma política? Redução da maioridade penal? Alterações tributárias?

São pautas que atingem diretamente a vida do cidadão e não podem ser analisadas apenas pelo lado partidário.

O eleitor precisa saber o que está sendo proposto, quem será beneficiado, quais serão as consequências e, principalmente, quem terá o poder de decidir.

No cenário de 2026, portanto, a eleição presidencial não será apenas uma escolha entre nomes.

Será também uma escolha sobre projetos de país, composição do Congresso e o modelo de democracia que os brasileiros querem para o futuro.

 


Polícia Civil deflagra megaoperação contra organização criminosa com ramificações no RN, Ceará e SP

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação “Delphinus”, para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, financiamento de atividades criminosas e ações de imposição de domínio social em municípios do Alto Oeste potiguar. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão, além de duas prisões em flagrante por tráfico de drogas.

A operação teve ações simultâneas em Alexandria, Pilões, Baraúna e Bento Fernandes, no Rio Grande do Norte, além de diligências em Icapuí, no Ceará, e no estado de São Paulo. A abrangência das medidas mostra que, segundo as investigações, o grupo possuía uma estrutura que ultrapassava as fronteiras do Rio Grande do Norte e mantinha conexões interestaduais para abastecimento e distribuição de entorpecentes.

De acordo com a Polícia Civil, parte das drogas investigadas teria origem na Colômbia e chegaria ao esquema por uma rota que passava pelo porto de Icapuí, no litoral cearense, seguindo posteriormente para Alexandria e outros municípios do Alto Oeste. O nome da operação faz referência à figura de um golfinho encontrada prensada nos tabletes de drogas, uma espécie de marca utilizada nos entorpecentes destinados à região.

Além do tráfico, a investigação busca esclarecer como a organização teria atuado para impor domínio social sobre moradores de Alexandria e de outras cidades da região. Segundo os investigadores, o comércio de drogas funcionava como uma das principais fontes de financiamento do grupo, garantindo recursos para manter integrantes e bancar outras atividades ilícitas. A operação revela, mais uma vez, a dimensão e a capacidade de articulação do crime organizado, que não respeita limites municipais ou estaduais.

 


A inconsequência de um pai na formação do próprio filho; MP apura caso de criança vista com objeto semelhante a arma

 


O caso da criança filmada sobre o teto de um carro, durante uma comemoração após as eleições em Parnamirim, segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo, precisa ser analisado muito além da repercussão nas redes sociais.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil já investigam o episódio. O Conselho Tutelar também foi acionado e orientou que a criança seja acompanhada por um profissional de psicologia.

Até aqui, é importante deixar claro: a natureza do objeto ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades. A mãe afirmou que se tratava de uma arma de brinquedo, presente dado pelo pai.

E é justamente aí que surge a questão que precisa ser feita.

Que tipo de mensagem um pai transmite ao próprio filho quando entrega a uma criança um objeto semelhante a uma arma e permite que ela apareça em público, em cima de um carro, no meio de uma multidão, exibindo aquilo?

Não se trata apenas de uma brincadeira.

Criança aprende, principalmente, pelo exemplo. É dentro de casa que começa a formação de valores, limites, responsabilidade e respeito ao próximo. O que para um adulto pode parecer apenas uma brincadeira ou uma forma de diversão pode, para uma criança, representar uma mensagem completamente diferente sobre violência, poder e comportamento social.

Pai não é apenas aquele que coloca comida na mesa, paga uma conta ou dá um presente.

Pai também é aquele que ensina quando dizer sim e, principalmente, quando dizer não.

Quem deveria saber o que estava fazendo era o adulto que estava responsável por ele.

A separação dos pais, mencionada no caso, também não pode servir como justificativa. Pais separados continuam tendo a mesma responsabilidade na formação dos filhos. E quando um deles está responsável pela criança, espera-se que tenha discernimento suficiente para protegê-la e estabelecer limites.

O episódio deve servir como reflexão para todos nós.

Mas fica uma pergunta para os adultos:

Que exemplo estamos dando às nossas crianças?

Porque aquilo que uma criança aprende hoje pode determinar muito do adulto que ela será amanhã.

E, nesse caso, talvez a maior lição não seja para o menino.

Seja para o pai.

 


Câmara de Mossoró abre concurso com 24 vagas e salários de até R$ 8,8 mil

 


A Câmara Municipal de Mossoró publicou o edital de um concurso público com 24 vagas imediatas e formação de cadastro reserva. O certame será organizado pelo Núcleo Permanente de Concursos (Comperve), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As oportunidades estão distribuídas em nove cargos de níveis médio e superior. Os salários básicos variam de R$ 4.921,08 a R$ 8.810,69, para jornadas de 30 horas semanais.

Para nível médio, são 15 vagas imediatas e 15 para cadastro reserva no cargo de Agente Administrativo. Para Técnico em Informática, são duas vagas imediatas e quatro para cadastro reserva.

No nível superior, o edital oferece uma vaga imediata e duas para cadastro reserva em cada cargo de Consultor Legislativo em Processo Legislativo, Consultor Legislativo Financeiro-Orçamentário, Analista de Gestão Documental, Analista de Comunicação, Analista de Tecnologia da Informação, Revisor de Textos e Jornalista.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site da Comperve, entre 13 de outubro e 12 de novembro de 2026. A taxa custa R$ 100 para os cargos de nível médio e R$ 150 para os de nível superior.

O edital também prevê isenção da taxa para candidatos que se enquadrem nos critérios estabelecidos pela legislação municipal, incluindo pessoas inscritas no CadÚnico nas condições previstas, doadores de sangue, órgãos e medula óssea e pessoas que tenham atuado como mesárias ou auxiliares da Justiça Eleitoral.

O pedido de isenção poderá ser feito entre 13 e 16 de outubro.

A prova objetiva está prevista para 6 de dezembro de 2026, em Mossoró. Os candidatos aos cargos de nível médio farão a prova pela manhã, enquanto a avaliação para os cargos de nível superior será aplicada à tarde.

Confira o edital completo (aqui).




TCM Notícia

 


STF deve julgar revisão da condenação de Bolsonaro após eleições

 


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro após o segundo turno das eleições, marcado 25 de outubro.

Em nota divulgada à imprensa, o gabinete do relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, informou que o caso não será julgado antes do término do pleito para não interferir nas eleições.

O caso está pendente de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e será julgado pelo plenário da Corte.

Caberá ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, marcar a data do julgamento.

Condeção

A defesa de Bolsonaro pretende derrubar a decisão da Primeira Turma, que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão na ação que investigou a tentativa de golpe de Estado no Brasil.

O processo foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, que é membro da Segunda Turma da Corte.

Além de Kassio e André Mendonça, ambos indicados ao STF pelo ex-presidente, o colegiado é formado pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

O plenário da Corte é formado pelos integrantes das duas turmas e o presidente, Edson Fachin.

 


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Zenaide Maia e a conta de Mossoró: quem ficou devendo quem?

 

A imagem de união e parceria dá lugar para interrogação apos abertura das urnas

Quem acompanhou a construção política da candidatura de Zenaide Maia ao Senado sabia que Mossoró ocupava um lugar estratégico no projeto eleitoral da senadora.

A aposta passava, necessariamente, pela força política de Allyson Bezerra, candidato ao Governo e principal liderança política da cidade. A aliança foi oficializada e Zenaide integrou a chapa majoritária ao lado de Allyson.

Mas as urnas falaram.

Em Mossoró, Allyson recebeu 82.286 votos para governador, correspondentes a 56,15% dos votos válidos. Já Zenaide teve 41.437 votos, 16,12%, terminando apenas na quarta colocação na disputa pelo Senado.

O dado chama atenção porque, em tese, o principal reduto eleitoral de Allyson poderia representar uma das maiores forças da candidatura de Zenaide. O resultado, porém, não correspondeu a essa expectativa.

E é justamente aí que começa a chamada “caça às bruxas”.

Nos bastidores políticos, já aparece a discussão sobre quem teria falhado nessa equação. Para setores ligados à senadora, uma das explicações está na falta de uma transferência mais efetiva dos votos de Allyson para Zenaide.

Há, inclusive, análises publicadas após a eleição apontando que Mossoró foi determinante para o resultado final da disputa pelo Senado.

A eleição para o Senado envolve múltiplas variáveis: voto nacionalizado, alianças estaduais, identificação partidária, atuação de outras lideranças e o próprio desempenho individual de cada candidato.

Ainda assim, um fato político permanece: Allyson teve uma votação expressiva em Mossoró, enquanto Zenaide ficou em quarto lugar na cidade.

E agora vem a pergunta que certamente será feita dentro do grupo político da senadora:

Zenaide continuará dando força a um palanque no qual esperava receber uma grande votação, mas que, pelo resultado das urnas, não conseguiu transformar a força eleitoral de Allyson em votos suficientes para sua candidatura ao Senado?

A resposta caberá à própria Zenaide e ao grupo político que a acompanha.

Porque na política, aliança também é matemática: quando um lado entrega, o outro espera receber.

 


E agora, Allyson? União Brasil fecha com Flávio Bolsonaro e a pergunta chega ao RN

 


A decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial mexe diretamente com o tabuleiro político do Rio Grande do Norte.

E a pergunta agora chega ao candidato do União Brasil ao Governo do RN, Allyson Bezerra:

Qual será o seu palanque presidencial?

Durante a campanha, Allyson evitou declarar publicamente qual candidato à Presidência apoiaria. Agora, com seu partido oficialmente ao lado de Flávio Bolsonaro, a situação ganhou um novo ingrediente.

Vai acompanhar a decisão da federação?

Manterá a neutralidade?

Ou apresentará uma posição própria para o segundo turno?

Essa é uma das perguntas que movimentam os bastidores da política potiguar.

 


59,54% EM MACAU: FLAVINHA VERAS ENTREGA A CADU DE LULA UMA DAS MAIORES VOTAÇÕES NO ESTADO DO RN

 


Resultado das urnas coloca a força política da gestão salineira no centro do debate e desafia a narrativa da oposição em Macau.

O resultado das urnas no Rio Grande do Norte deixou um recado que merece ser analisado com atenção pela oposição de Macau. No primeiro turno das eleições de 2026, o candidato Cadu de Lula, apoiado pelo grupo político da prefeita Flavinha Veras, alcançou 59,54% dos votos válidos no município salineiro, 9.623 VOTOS.

E tem um detalhe que chama a atenção.

Em Mossoró, principal base política de Allyson Bezerra, o candidato do União Brasil conquistou 56,11% dos votos válidos. Em Macau, portanto, Cadu de Lula obteve um percentual superior ao alcançado por Allyson em sua própria cidade.

Os números falam, mas a política exige interpretação

Quando uma gestão consegue mobilizar seu grupo político e o candidato apoiado alcança quase 60% dos votos válidos no município, esse resultado se torna um dado relevante para qualquer análise política local.

É justamente nesse ponto que a oposição de Macau precisa concentrar sua atenção, entre 167 municípios, a cidade salineira estar entre as 4 cidades que superaram 59% de votos em prol do seu candidato ao governo do RN.

Para quem tenta sustentar a narrativa de que a prefeita Flavinha Veras não obteve um resultado positivo nesta eleição, os números apresentam um contraponto concreto: Cadu de Lula foi o mais votado em Macau, com 59,54% dos votos válidos.

Não se trata de dizer que a eleição estadual foi decidida em Macau, trata-se de reconhecer o resultado eleitoral e compreender o peso político que ele representa para o cenário municipal.

A oposição tem o direito de criticar. Os números também precisam ser respeitados.

Na política, cada grupo constrói sua própria narrativa. A oposição tem o direito de questionar a administração municipal, apontar problemas e apresentar suas interpretações sobre o resultado eleitoral.

Mas uma coisa é a disputa política; outra é ignorar os dados das urnas.

O resultado de Macau não encerra o debate sobre a força dos grupos políticos locais, mas oferece um indicador importante para essa discussão. E a comparação com Mossoró torna o dado ainda mais expressivo: o percentual alcançado por Cadu de Lula em Macau superou o de Allyson Bezerra em sua própria casa.

O recado final é simples: antes de anunciar derrotas políticas ou tentar diminuir o resultado da gestão salineira, é preciso olhar para os números.

Em Macau, Cadu de Lula alcançou 59,54% dos votos válidos. Esse é o resultado das urnas. A interpretação política fica por conta de cada grupo, mas os fatos precisam ser o ponto de partida de qualquer análise séria e, nesse sentido, a cidade de Macau ofereceu para Cadu de Lula uma votação que nem o próprio Allysson obteve em sua cidade.

 


Fátima tem mesmo a rejeição que as pesquisas apontam? O resultado das urnas reacende o debate no RN ao mostrar outro cenário

 

Esse é  sinal de rejeição?...Governadora elege Samanda e coloca Cadu no segundo turno

Após o resultado das urnas no Rio Grande do Norte, uma discussão que parecia definida por parte dos institutos de pesquisa volta ao centro do debate político: afinal, existe mesmo uma rejeição tão grande à governadora Fátima Bezerra quanto os números de algumas pesquisas eleitorais apontavam?

A pergunta merece ser feita.

É preciso lembrar que Fátima Bezerra já enfrentou esse tipo de cenário anteriormente. Em 2022, mesmo diante de um ambiente político marcado por críticas à sua gestão e por índices elevados de rejeição apontados em pesquisas, a governadora conseguiu ser reeleita ainda no primeiro turno, com uma votação expressiva.

Agora, novamente, o resultado das urnas provoca uma reflexão.

Mesmo com pesquisas apontando índices de rejeição próximos dos 60%, Fátima conseguiu participar diretamente de uma estratégia eleitoral que produziu resultados importantes: elegeu sua candidata ao Senado e levou seu candidato ao Governo do Estado para o segundo turno, mesmo tendo apresentado esse nome praticamente aos "45 do segundo tempo" da disputa.

E aqui está o ponto que merece análise.

Pesquisa eleitoral mede um determinado momento da opinião pública. Urna, porém, mede a decisão efetiva do eleitor. São instrumentos diferentes e que podem apresentar resultados distintos.

Não significa dizer que a rejeição apontada pelas pesquisas não exista. Ela pode existir e ser relevante. Mas o resultado eleitoral demonstra que, quando chega o momento de apertar o botão e escolher seus candidatos, uma parcela significativa do eleitorado potiguar não necessariamente transforma essa rejeição em voto contrário ao grupo político liderado por Fátima.

A política, portanto, não pode ser analisada apenas pela fotografia das pesquisas.

É preciso observar também a capacidade de articulação, a força dos grupos políticos, a transferência de votos, a avaliação das administrações, a estrutura partidária e, principalmente, aquilo que o eleitor efetivamente fez diante da urna.

Fátima pode ter rejeição? Evidentemente, como qualquer governante que passou anos no poder.

Mas a pergunta que o resultado eleitoral coloca é outra:

Essa rejeição é realmente do tamanho que alguns números de pesquisas vêm apresentando ou existe uma diferença significativa entre a rejeição declarada pelo eleitor e o comportamento desse mesmo eleitor na hora do voto?

O resultado das urnas não encerra essa discussão. Pelo contrário.

Ele acaba de reabri-la.

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Urnas de Guamaré reforçam força política do grupo liderado pelo prefeito Hélio

 


A política de Guamaré sempre foi marcada por disputas intensas, articulações e diferentes grupos buscando espaço no cenário municipal. Por isso, qualquer leitura sobre o resultado eleitoral precisa considerar não apenas os números finais, mas também a distribuição dos votos pelas comunidades e a capacidade de mobilização demonstrada por cada grupo político.

E foi justamente nesse cenário que o grupo liderado pelo prefeito Hélio de Mundinho saiu das urnas com números expressivos. O resultado da eleição de 2026 mostrou uma votação consistente dos candidatos apoiados pela atual gestão, especialmente nas disputas para deputado federal e deputado estadual. Os dados oficiais da apuração permitem dimensionar o tamanho dessa votação em Guamaré.

Números e votaçao

Para deputado federal, Benes Leocádio venceu nas 45 seções eleitorais de Guamaré e alcançou 3.790 votos, correspondentes a 34,5% dos votos válidos. O desempenho foi distribuído pelo município, com liderança registrada tanto na sede quanto nas comunidades, segundo os dados divulgados após a totalização.

Na disputa para deputado estadual, Ezequiel Ferreira também apresentou uma votação expressiva. Foram 3.508 votos, equivalentes a 32,5%, com vitória em 44 das 45 seções eleitorais. O resultado mostra que os dois candidatos escolhidos pelo grupo de Hélio conseguiram transformar o apoio político local em números significativos nas urnas.

No Senado, a votação também colocou os dois nomes apoiados pelo prefeito entre os mais votados no município. Styvenson Valentim terminou com 6.033 votos, enquanto Zenaide Maia alcançou 5.979. Rafael Motta apareceu na terceira colocação, com 2.663 votos. Os números revelam uma diferença considerável entre os três primeiros colocados na disputa pelo Senado em Guamaré.

Já na disputa pelo Governo do Estado, o cenário foi diferente e bem mais equilibrado. Allyson Bezerra terminou à frente em Guamaré, com 4.890 votos, contra 4.811 de Cadu Xavier, uma diferença de apenas 79 votos. Realidade muito bem absorvida pelo grupo do prefeito Helio, ja que no entendimento destas lideranças esses votos atendem a espontaneidade pro-Allyson. Mas Cadu, apoiado pelo prefeito Hélio, venceu em áreas como o Centro de Guamaré, enquanto outras comunidades apresentaram disputas bastante apertadas, situação que trabalhada pela base governista nesse segundo momento da eleição poderá ser superada de maneira natural .

O resultado 

Apresenta um cenário político que merece ser observado com atenção. A votação de Benes e Ezequiel, somada ao desempenho dos candidatos ao Senado apoiados pelo prefeito, demonstra que o grupo de Hélio manteve forte capacidade de mobilização eleitoral. Ao mesmo tempo, a diferença apertada na disputa para governador mostra que nem todas as disputas seguiram a mesma lógica.

Durante a campanha, setores da oposição, ligados a nomes como Adriano e Mozaniel, defenderam publicamente a possibilidade de uma mudança no cenário político municipal. O resultado, entretanto, produziu números que não confirmaram essa expectativa nas disputas proporcionais. Benes e Ezequiel terminaram à frente dos principais nomes associados aos grupos oposicionistas locais.

Portanto

O que Guamaré apresentou nas urnas foi, sobretudo, um retrato da atual correlação de forças políticas no município. Da sede às comunidades, o grupo liderado por Hélio conseguiu apresentar uma votação expressiva para seus principais candidatos. Mais do que discursos de campanha, são os números da eleição que agora passam a servir de referência para a próxima etapa da política guamareense.

E fica uma questão para o cenário político local: depois de uma eleição em que os candidatos apoiados pelo prefeito obtiveram resultados tão expressivos em importantes disputas, como os grupos de oposição irão reorganizar suas estratégias para os próximos embates?

A resposta ainda dependerá dos movimentos políticos que serão feitos daqui para frente, mas as urnas de 2026 já deixaram registrado um dado objetivo: o grupo de Hélio demonstrou força eleitoral em Guamaré.

 


Alto do Rodrigues: Ex-prefeito Nixon agora é Cadu de Lula

 


A decisão do ex-prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho, de acompanhar Cadu de Lula no segundo turno começa a dar força a uma leitura que já vinha sendo feita por especialistas e observadores da política potiguar: lideranças municipais que estiveram com Álvaro Dias no primeiro turno podem, neste segundo momento, se aproximar do candidato do PT.

Nixon havia declarado apoio a Álvaro Dias durante a campanha do primeiro turno e chegou a participar de mobilizações em Alto do Rodrigues em defesa da candidatura.

Agora, com a definição do segundo turno, o ex-prefeito mudou sua posição e anunciou que seguirá com Cadu de Lula.

O anúncio ganhou repercussão nas redes sociais do candidato, que publicou uma fotografia ao lado de Nixon e destacou a adesão:

“Recebendo apoio de Nixon Baracho, ex-prefeito de Alto do Rodrigues. Vamos juntos rumo à vitória, meu amigo!”

A movimentação chama atenção porque Nixon continua sendo uma liderança política com presença no debate eleitoral de Alto do Rodrigues. Ao longo de 2026, ele manteve agenda política e participação ativa no município, inclusive recebendo lideranças e mobilizando apoiadores.

E o que isso representa?

A adesão não deve ser analisada apenas pelo tamanho eleitoral de Alto do Rodrigues. Ela também precisa ser observada dentro do novo desenho político do segundo turno.

Pois é...

A política potiguar entrou em uma nova fase depois das urnas do primeiro turno. E, no segundo turno, antigas alianças podem ganhar novos formatos.

No RN, como se costuma dizer, a eleição termina somente quando os votos são contados. Até lá, muita conversa, muita articulação e, principalmente, muita mudança de posição ainda pode acontecer.

 


Após grande votação obtida pela base do governo nesta eleição, vereadora Erika Nobre surpreende e anuncia rompimento com o governo municipal

 


Depois de uma eleição em que a base do governo municipal saiu fortalecida pelos números obtidos nas urnas, a expectativa era de um início de semana mais tranquilo no cenário político de Macau. Mas não foi exatamente isso que aconteceu.

A vereadora Erika Nobre utilizou a tribuna da Câmara Municipal para anunciar oficialmente seu rompimento com o governo municipal.

Ao justificar sua decisão, a parlamentar relatou situações que, segundo ela, foram constatadas durante suas visitas às comunidades ao longo do período eleitoral. Entre os pontos destacados, estão reclamações da população relacionadas à falta de insumos em determinados setores da administração municipal.

A vereadora também fez questão de deixar claro que sua decisão não seria motivada por questões pessoais.

“Quero anunciar nesse momento meu rompimento com o governo municipal. Não faço isso por ódio, por vingança, nem faço por desejar que o governo fracasse.”

Mandato e os reclames da população

Erika Nobre procurou deixar evidente que sua posição estaria relacionada ao compromisso assumido com a população e aos reclames que, segundo ela, chegaram ao seu mandato durante as visitas realizadas nos bairros e comunidades.

É justamente nesse ponto que começa a leitura política dessa decisão.

Quem ocupa um mandato eletivo precisa compreender que representar o povo não significa apenas ouvir suas reclamações. Também existe a responsabilidade de transformar essas demandas em posicionamentos políticos e, principalmente, em ações que possam produzir resultados.

Mas e o resultado das urnas?

Existe outro aspecto que não pode ser ignorado nessa análise.

Na eleição municipal de 2024, Erika Nobre foi eleita vereadora de Macau com 893 votos.

Durante o atual processo eleitoral, a parlamentar percorreu ruas e comunidades do município defendendo o nome de Tomba Farias para deputado estadual. O candidato, porém, obteve 631 votos em Macau.

São 262 votos a menos do que a votação obtida pela própria vereadora em sua eleição municipal.

É preciso fazer uma ressalva: estamos falando de eleições diferentes e de candidaturas diferentes. Portanto, não seria correto afirmar que os números, isoladamente, medem a força política de Erika Nobre.

Mas o resultado permite uma reflexão.

Se a vereadora esteve nas ruas ouvindo os reclames da população e defendendo uma candidatura que tinha seu apoio, os números mostram que esse alinhamento não se converteu integralmente em votos para o candidato apoiado por ela.

Um alerta para a gestão municipal

Independentemente das questões eleitorais, o rompimento anunciado por Erika Nobre merece atenção do governo municipal.

Mais do que o aspecto político, a fala da vereadora traz para a tribuna reclamações sobre serviços e setores da administração que, segundo ela, precisam de respostas.

E aqui está o ponto principal.

A decisão de Erika Nobre pode funcionar como um alerta para a gestão municipal revisar determinados setores, ouvir mais atentamente os vereadores e, principalmente, verificar se aquilo que chega ao gabinete da prefeita está correspondendo ao que efetivamente está acontecendo nas ruas.

Veja o moment que a vereadra Erika anuncia rompimento: