| A imagem de união e parceria dá lugar para interrogação apos abertura das urnas |
Quem acompanhou a construção política
da candidatura de Zenaide Maia ao Senado sabia que Mossoró ocupava um lugar
estratégico no projeto eleitoral da senadora.
A aposta passava, necessariamente,
pela força política de Allyson Bezerra, candidato ao Governo e principal
liderança política da cidade. A aliança foi oficializada e Zenaide integrou a
chapa majoritária ao lado de Allyson.
Mas as urnas falaram.
Em Mossoró, Allyson recebeu 82.286
votos para governador, correspondentes a 56,15% dos votos válidos. Já Zenaide
teve 41.437 votos, 16,12%, terminando apenas na quarta colocação na disputa
pelo Senado.
O dado chama atenção porque, em tese,
o principal reduto eleitoral de Allyson poderia representar uma das maiores
forças da candidatura de Zenaide. O resultado, porém, não correspondeu a essa
expectativa.
E é justamente aí que começa a chamada
“caça às bruxas”.
Nos bastidores políticos, já aparece a
discussão sobre quem teria falhado nessa equação. Para setores ligados à
senadora, uma das explicações está na falta de uma transferência mais efetiva
dos votos de Allyson para Zenaide.
Há, inclusive, análises publicadas
após a eleição apontando que Mossoró foi determinante para o resultado final da
disputa pelo Senado.
A eleição para o Senado envolve
múltiplas variáveis: voto nacionalizado, alianças estaduais, identificação
partidária, atuação de outras lideranças e o próprio desempenho individual de
cada candidato.
Ainda assim, um fato político
permanece: Allyson teve uma votação expressiva em Mossoró, enquanto Zenaide
ficou em quarto lugar na cidade.
E agora vem a pergunta que certamente
será feita dentro do grupo político da senadora:
Zenaide continuará dando força a um
palanque no qual esperava receber uma grande votação, mas que, pelo resultado
das urnas, não conseguiu transformar a força eleitoral de Allyson em votos
suficientes para sua candidatura ao Senado?
A resposta caberá à própria Zenaide e
ao grupo político que a acompanha.
Porque na política, aliança também é
matemática: quando um lado entrega, o outro espera receber.
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