terça-feira, 20 de outubro de 2026

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro tem 50,3% e Lula 49,7%; disputa presidencial fica ainda mais acirrada

 


Diferença entre os candidatos cai para apenas 0,6 ponto percentual, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (19). Resultado aponta empate técnico na corrida pelo Palácio do Planalto.

A disputa pela Presidência da República entra em uma fase de maior equilíbrio, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19). O levantamento mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os números indicam uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre os dois candidatos, configurando um cenário de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais informada pela pesquisa.

Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio aparecia com 51,6%, enquanto Lula registrava 48,4% dos votos válidos. Agora, a distância diminuiu consideravelmente, deixando a disputa ainda mais apertada.

Votos totais também mostram equilíbrio

Quando são considerados os votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45,9%. Na intenção espontânea, quando o entrevistado responde sem receber uma lista de candidatos, os dois aparecem empatados em 44,5%.

Nordeste e Sul apresentam cenários distintos

O levantamento também revela diferenças regionais importantes. No Nordeste, Lula mantém vantagem expressiva, com 66,2% das intenções de voto, contra 27,9% de Flávio Bolsonaro.

Já no Sul do país, o cenário se inverte: Flávio registra 61%, enquanto Lula aparece com 31,4%.

Os números mostram que a disputa nacional reúne realidades eleitorais bastante diferentes entre as regiões, tornando cada segmento do eleitorado importante para o resultado final.

Rejeição segue elevada para os dois candidatos

Outro dado que chama a atenção é a rejeição. Segundo a pesquisa, 47,8% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice é de 46,8%.

A proximidade entre os percentuais indica que ambos enfrentam resistência significativa de parte do eleitorado.

Metodologia

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro informado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-04499/2026.

É importante destacar que as diferenças observadas entre as duas rodadas estão dentro da margem de erro. Portanto, os números, isoladamente, não comprovam uma mudança efetiva na preferência dos eleitores.

A disputa está aberta, mas a pesquisa não define o resultado das urnas. Com os dois candidatos tecnicamente empatados, o cenário exige cautela na análise: décimos percentuais não representam uma vitória consolidada, e a decisão dependerá do comportamento dos eleitores até o momento da votação.

 


Confronto entre bolsonaristas e estudantes de esquerda termina em agressões dentro da UFRN, em Natal

 


Uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro terminou em confronto com estudantes ligados à esquerda no fim da tarde desta segunda-feira (19), nas imediações do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Convocado para as 16h com o tema “UFRN anti-Lula”, o ato reuniu carro de som, faixas e o boneco inflável Pixuleco, utilizado em protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram troca de socos, chutes e empurrões entre participantes dos dois grupos.

Entre os participantes da manifestação estavam o deputado federal General Girão (PL), a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL), o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, e Paula Castelo Branco, apontada como liderança do movimento Direita UFRN. 

Os organizadores apresentavam críticas aos cortes orçamentários, às condições da estrutura universitária e a promessas atribuídas ao governo Lula para o ensino superior. A mobilização provocou um contraprotesto de estudantes de esquerda, que exibiram faixas em apoio ao presidente. A tensão aumentou junto ao portão do Setor IV, que ficou danificado após o tumulto.

Os relatos sobre o início da confusão são divergentes.

O estudante de Jornalismo Henrique Neiva afirmou ter sido agredido por integrantes do grupo bolsonarista e relatou que teve um dente quebrado. Outro jovem teria ficado com os óculos quebrados. Já o estudante Fernando Neto afirmou que integrantes da esquerda tentaram impedir o ato com pedras e cocos e perfuraram o boneco Pixuleco com uma faca. 

Uma participante também relatou uma suposta tentativa de atingir General Girão com uma pedra e alegou ter visto uma faca e uma arma de fogo. O professor Henrique Wellen, que tentou mediar a situação, relatou provocações, xingamentos e agressões pontuais, destacando que a vigilância universitária tinha efetivo insuficiente para controlar o conflito.

A ocorrência também mobilizou a fiscalização eleitoral. Uma equipe da Justiça Eleitoral, acompanhada por policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar, foi ao local, mas os manifestantes já haviam se dispersado. O ato foi denunciado pelo aplicativo Pardal por possível propaganda eleitoral irregular. 

A legislação eleitoral restringe a propaganda em bens públicos, mas a liberdade de manifestação política nas universidades também é protegida por decisões judiciais. Assim, a presença de conteúdo político, isoladamente, não comprova uma infração. O episódio deixa a necessidade de apurar as agressões, esclarecer as versões apresentadas e identificar eventuais responsabilidades, sem transformar acusações ainda não comprovadas em fatos definitivos.

 


FPM e FPE devem ter alta de 34% em novembro

 


De acordo com as informações do site Brasil 61, o boletim de setembro de 2026 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.

Em setembro, as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.

Para outubro, a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro, a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.

Os percentuais referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de 2025.

Efeito da inflação

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro, o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.

“Isso acaba ecoando por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à mesa todos os dias”, afirma.

Nesse contexto, segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar, necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.


Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça

 


A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção de prisões em flagrante delito, prisões realizadas em razão de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e tem como objetivo evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitores no pleito.

A legislação prevê ainda que, caso ocorra alguma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou.

A regra também foi aplicada no primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4.

Candidatos 

Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, candidatos que disputam o segundo turno também não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito. A mesma garantia se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.




Agência Brasil

 


Interior do RN pode perder até 18% da renda com estagnação de aposentadorias e benefícios sociais

 


A interrupção dos ganhos reais das aposentadorias e dos benefícios sociais pode deixar a renda agregada dos municípios do interior do Rio Grande do Norte até 18% abaixo do cenário de valorização dos pagamentos nos próximos três anos. A estimativa é de estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de São Paulo (USP), que aponta o estado potiguar entre os mais vulneráveis do país à estagnação das transferências públicas.

O levantamento destaca a importância das aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família para a economia dos municípios fora das regiões metropolitanas. Em muitas dessas cidades, os recursos garantem o sustento de milhares de famílias e movimentam supermercados, farmácias, mercadinhos, feiras e pequenos prestadores de serviços, fortalecendo o comércio local e ajudando a manter empregos.

Segundo as simulações, a ausência de reajustes acima da inflação pode provocar uma diferença de 17% a 18% na renda agregada do interior potiguar em comparação com um cenário de manutenção dos ganhos reais. É importante esclarecer que essa projeção não significa uma queda já confirmada na economia, mas uma estimativa dos possíveis efeitos da perda de poder de compra das famílias beneficiárias.

Os reflexos podem ultrapassar o orçamento doméstico e atingir diretamente a atividade econômica e a arrecadação dos municípios. Com menos dinheiro circulando, o comércio pode vender menos, reduzir contratações e adiar investimentos. Em cidades onde aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais sustentam boa parte do consumo, a redução desses recursos representa um risco para pequenos negócios e trabalhadores.

O estudo também alerta para o agravamento da pobreza caso os benefícios deixem de registrar ganhos reais. Em nível nacional, a simulação indica que aproximadamente 2,7 milhões de pessoas a mais poderiam estar em situação de pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, incluindo cerca de 2,4 milhões em extrema pobreza. Para o Rio Grande do Norte, a pesquisa evidencia uma exposição proporcional elevada, embora os dados apresentados não permitam calcular quantas pessoas seriam diretamente afetadas no estado. O alerta reforça a importância da política de valorização dos benefícios para a proteção social e a sustentação da economia do interior.

 


Operação Mederi: Justiça autoriza DisMed a voltar a contratar com poder público

 

Fonte Jornal de Fato

Nove meses após a Polícia Federal deflagrar a Operação Mederi, a empresa DisMed - Distribuidora de Medicamentos, que está no centro das investigações, recebeu autorização da Justiça Federal para voltar a disputar licitações e contratar com o poder público, exceto em Mossoró e outros cinco municípios da região alcançados pela operação.

A Mederi foi deflagrada no dia 27 de janeiro de 2026 para desmantelar um esquema de desvio de recursos da saúde pública de Mossoró e de outros municípios, por meio de contratos fraudulentos firmados por prefeituras com empresas como a DisMed. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do então prefeito de Mossoró e agora candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil). Ele é apontado, segundo a PF, no “topo” do esquema criminoso.

A liberação para a DisMed voltar a contratar com o poder público foi noticiada em primeira mão pelo jornalista Dinarte Assunção, diretor do Blog do Dina. A defesa pedia desde junho, mas a decisão só saiu agora em outubro.

Na petição daquele mês, a defesa chamou a suspensão de desproporcional: segundo ela, a medida impedia a DisMed de contratar com “mais de 94%” dos seus potenciais clientes públicos. Em setembro, voltou ao tema com um relatório de auditoria externa e o argumento de que, sem contratos, a empresa ficaria sem faturamento para responder a uma eventual condenação.

“O resultado não era o esperado. Até aqui, o tribunal vinha mantendo fechada a porta do setor público: ao liberar ex-sócios para trabalhar na iniciativa privada, o relator conservou a proibição de contratos, ajustes ou vínculos de qualquer natureza com entes da Administração Pública direta ou indireta, em qualquer esfera”, noticiou o jornalista.

A autorização chega depois de meses em que a DisMed não deixou de vender ao poder público. Como o Blog do Dina mostrou numa reportagem publicada em setembro, 46 municípios do Rio Grande do Norte empenharam R$ 1,8 milhão para a empresa depois da operação. O laudo anexado pela própria defesa lista nove atas e contratos novos com órgãos públicos, todos datados depois das buscas.

“Nos seis municípios investigados, a base do TCE não registrava nenhuma venda depois da operação. É essa a fronteira que a decisão agora torna oficial”, destaca a reportagem.

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Guamaré navega rumo a novas oportunidades com formação de profissionais para o setor marítimo

 


A gestão municipal de Guamaré dá mais uma demonstração de compromisso com a qualificação profissional e a geração de oportunidades para os filhos da terra. Em uma cidade cuja realidade está diretamente ligada ao mar, investir na formação de profissionais para a atividade marítima é reconhecer uma vocação natural do município e transformá-la em possibilidade de trabalho e renda.

Em parceria com a Marinha do Brasil, a Prefeitura de Guamaré, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Carcinicultura, celebrou a conclusão de mais uma etapa importante com a formatura dos participantes do Curso de Marinheiro Auxiliar de Convés (MAC).

Mais do que a entrega de certificados, a iniciativa representa a abertura de novos caminhos profissionais para homens e mulheres que buscam qualificação e melhores condições de inserção no mercado de trabalho. Cada formando leva consigo o resultado de seu esforço e a oportunidade de iniciar uma nova jornada profissional.

Poucas cidades do litoral potiguar conseguem oferecer oportunidades de capacitação tão alinhadas às necessidades de sua própria realidade econômica e geográfica. Para Guamaré, que tem no mar uma parte importante de sua identidade e de sua atividade produtiva, preparar profissionais para o setor marítimo é uma iniciativa que merece destaque.

A qualificação também contribui para fortalecer a atividade pesqueira e marítima, ampliar as perspectivas de emprego e valorizar a mão de obra local, permitindo que os próprios conterrâneos estejam mais preparados para ocupar espaços no mercado de trabalho.

O desafio, daqui para frente, é dar continuidade a iniciativas como essa, ampliando o acesso à formação profissional e criando condições para que a qualificação se transforme, efetivamente, em emprego, renda e desenvolvimento.

Guamaré segue navegando em busca de um futuro com mais oportunidades. E quando a gestão pública investe na capacitação de sua gente, o resultado esperado vai além dos certificados: é uma população mais preparada para construir seu próprio caminho.

 



Já combinaram com os russos; desde quado eleição se ganha antes das urnas?...

 


Como diria o saudoso Garrincha: “Já combinaram com os russos?”

A pergunta histórica do craque brasileiro surgiu diante da certeza de muitos sobre uma vitória fácil da Seleção Brasileira. Para Garrincha, faltava combinar o resultado com os adversários.

Décadas depois, a frase continua atual e parece cair como uma luva no cenário político potiguar.

Parte da imprensa do Rio Grande do Norte já aponta que o apoio de Paulinho Freire e de sua base política poderá garantir uma votação expressiva a Allyson Bezerra em Natal. Mas fica a pergunta: já combinaram esse resultado com o eleitor da capital?

Na política, apoio de liderança tem peso, estrutura partidária conta e articulação pode fazer diferença. Mas nenhuma dessas variáveis representa, por si só, garantia de votos. O eleitor tem vontade própria, avalia cenários, muda de opinião e nem sempre acompanha o roteiro traçado pelos grupos políticos.

Enfim

Uma coisa é reunir apoios e demonstrar força nos bastidores. Outra, bem diferente, é transformar essa movimentação em votos nas urnas.

É preciso cautela com previsões antecipadas e discursos que tratam como certa uma votação que ainda depende da decisão soberana do eleitor.

Voto não se conta antes de as urnas serem abertas. E, no atual cenário eleitoral do Rio Grande do Norte, a provocação de Garrincha nunca pareceu tão apropriada.

No fim das contas, fica a pergunta: já combinaram com os russos?

 


Macau se movimenta por Cadu, enquanto grupo do adversário permanece em silêncio na terra das salinas

 


A dez dias do fim da campanha, a movimentação liderada pela prefeita Flavinha Veras e por petistas salineiros chama a atenção para o papel de Macau na disputa estadual.

Enquanto o grupo político que apoia o ex-prefeito de Mossoró mantém pouca exposição pública em Macau, o grupo da prefeita Flavinha Veras intensifica as movimentações políticas neste trecho decisivo da campanha. Nos últimos dez dias, a cidade salineira tem acompanhado uma mobilização que envolve lideranças, militantes e apoiadores do projeto político de Cadu.

O movimento ganhou repercussão estadual quando Cadu esteve em Macau e utilizou as imagens de um grande arrastão para mostrar a mobilização popular em torno de sua candidatura. A manifestação foi apresentada como demonstração de apoio e como parte do discurso de que o Rio Grande do Norte deve continuar no rumo defendido pelo seu grupo político.

Naquele momento

Macau colocou suas ruas no centro do debate eleitoral potiguar. A multidão que participou do arrastão virou imagem de campanha e passou a integrar a estratégia política de Cadu para dialogar com o eleitorado do interior.

O resultado das urnas no primeiro turno deu novos contornos à disputa, e a participação de Macau nessa mobilização passou a ser lembrada pelo grupo governista como parte do esforço político em favor da candidatura.

Agora

A região salineira vive a expectativa de uma nova movimentação de Cadu durante o segundo turno. A possível volta do candidato à cidade alimenta a expectativa de mais um ato público, capaz de reunir lideranças e apoiadores em torno da campanha.

Quem está nas ruas e quem prefere o silêncio?

Na política, a reta final costuma ser marcada por gestos, presença pública e demonstrações de força. Em Macau, a diferença de comportamento entre os grupos chama a atenção: de um lado, a mobilização promovida pela prefeita Flavinha Veras e por aliados petistas; do outro, a pouca visibilidade pública do grupo que apoia o adversário.

A pergunta que fica é: qual será o papel de Macau nos últimos dias dessa disputa estadual? A movimentação política da cidade já ganhou espaço no discurso de campanha de Cadu, mas o desfecho eleitoral dependerá da decisão soberana dos eleitores nas urnas.

Uma coisa é certa: quem pretende demonstrar força política precisa ocupar espaços, reunir suas lideranças e apresentar publicamente suas articulações. Em Macau, Flavinha Veras e seus aliados escolheram fazer essa movimentação às claras, enquanto o comportamento dos demais grupos permanece sob observação no cenário político salineiro.

 


Allyson tem apoio em Macau, mas cadê a movimentação das lideranças salineiras para o candidato?...

 


Enquanto as prefeitas Dra. Raquel, do Alto do Rodrigues, e Dra. Lays, de Pendências, se movimentam para fortalecer a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do RN, em Macau o cenário é bem diferente. Por aqui, até agora, a mobilização em torno do ex-prefeito de Mossoró parece não sair do discurso.

Entenda o cenário

Nas cidades vizinhas, as gestoras vêm articulando apoios e buscando levar o candidato aos seus municípios, numa demonstração de empenho para ampliar sua força política na região. Em Macau, porém, apesar de Allyson contar com o apoio de várias lideranças locais, a movimentação pública em torno de sua candidatura ainda deixa a desejar.

O fato chama a atenção porque, mesmo quando Allyson era apontado como uma das principais apostas para conquistar o voto do eleitor salineiro, não se viu uma articulação expressiva com a presença do candidato na cidade.

A pergunta que não quer calar

Depois da abertura das urnas e da votação expressiva conquistada pela prefeita Flavinha para seus candidatos em Macau, fica a pergunta: as lideranças que apoiam Allyson vão finalmente se unir para trazer o candidato à cidade? Ou a movimentação ficará apenas nas conversas de bastidores?

A questão ganha ainda mais peso diante da possibilidade de uma agenda pública que possa ampliar a votação de Allyson e, ao mesmo tempo, mexer no equilíbrio de forças com Cadu Xavier no município.

Medo de fortalecer o adversário?

Nos bastidores da política salineira, há quem levante uma hipótese: a ausência de mobilização poderia estar relacionada ao receio de que uma visita de Allyson acabasse dando ainda mais visibilidade à candidatura adversária, fortalecendo Cadu Xavier em Macau( movimentando a antiga rixa entre situação e oposição).

É uma leitura que circula no debate político, mas que ainda precisa ser confrontada com os movimentos concretos das lideranças envolvidas.

Depois da vitória, aparecem todos?

E fica outra provocação: se Allyson sair vitorioso da disputa pelo Governo do Estado, será que as lideranças que hoje parecem discretas vão aparecer pelas ruas de Macau, bandeira na mão, comemorando o resultado como se tivessem participado ativamente da campanha?

A política tem dessas coisas.

Na hora da disputa, alguns preferem a discrição; depois da vitória, sempre pode surgir quem queira ocupar a primeira fila da fotografia.

Será que em Macau falta articulação, sobra cautela ou existe uma estratégia que o eleitor ainda não conseguiu enxergar?

O tempo e as urnas poderão dar a resposta.

 


BR-110: Protestar aos 45 minutos do segundo tempo resolve o problema?

 


O cidadão passa três anos e alguns meses convivendo com problemas, esperando providências e, muitas vezes, sem encontrar respostas do poder público. Mas, quando chega o período eleitoral, as reivindicações ganham força, as mobilizações aparecem e problemas antigos voltam a ocupar o centro das atenções.

O que antes parecia esquecido passa a ser lembrado quando o calendário eleitoral se aproxima.

Um protesto interditou a BR-110, na comunidade do Piquiri, em uma mobilização por melhorias na segurança da rodovia. Segundo moradores, as principais reivindicações são a melhoria da sinalização e a instalação de radares de velocidade, medidas que, na avaliação dos manifestantes, podem ajudar a prevenir acidentes e proteger motoristas e moradores.

A BR-110 é uma importante via de ligação entre Mossoró, Areia Branca, Porto do Mangue, Ponta do Mel e outras comunidades da região. Portanto, discutir a segurança desse trecho não é uma questão menor. É uma necessidade que envolve vidas, mobilidade e responsabilidade das autoridades competentes.

Mas fica uma reflexão: por que esperar tanto tempo para cobrar providências?

Se os problemas existem há anos, por que a mobilização popular não acontece com a mesma intensidade durante todo esse período? Por que tantas reivindicações só ganham visibilidade quando o calendário político começa a esquentar?

É preciso compreender que protestar é um direito do cidadão, assim como cobrar dos gestores e das autoridades públicas respostas para os problemas que afetam a coletividade. A população não deve se calar diante da falta de soluções, muito menos deixar de reivindicar melhorias por receio de desagradar a quem ocupa o poder.

Entretanto, reivindicar aos 45 minutos do segundo tempo pode chamar a atenção, mas não deveria ser o caminho para que problemas antigos sejam finalmente ouvidos.

A participação popular precisa ser permanente 

A cobrança deve acontecer no primeiro ano de uma gestão, continuar no segundo e permanecer até o último dia do mandato. Afinal, a segurança nas rodovias não pode depender da proximidade das eleições, assim como a responsabilidade dos gestores não pode ser lembrada apenas quando o clima político começa a mudar.

No caso da BR-110, a pergunta que permanece é objetiva: quais providências foram solicitadas anteriormente, quais respostas foram apresentadas e o que efetivamente foi feito para garantir a segurança de quem trafega pelo trecho do Piquiri?

Mais do que discutir o momento do protesto, é preciso cobrar respostas concretas. Porque, quando o assunto é segurança viária, o que está em jogo não é a conveniência política de ninguém, mas a vida das pessoas.

E vida não pode esperar o calendário eleitoral.

 


FPM: prefeituras recebem R$ 2,2 bilhões nesta terça-feira (20); veja os valores da região Costa Branca Salineira, Vale e central

 


As prefeituras brasileiras vão receber nesta terça-feira (20) os recursos do segundo decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor da transferência é de R$ 2,2 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma variação positiva de 15%. A segunda parcela de outubro de 2025 foi de R$ 1,9 bilhão.

Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, o desempenho dos repasses do FPM ao longo do ano indica um cenário favorável para as finanças municipais. Ele também destaca a importância de acompanhar os impactos iniciais da reforma tributária sobre a arrecadação e a distribuição dos recursos entre as prefeituras.

Veja os valores da região Costa Branca Salineira, Vale e central:

- Macau – R$ 1.165.054,12

- Guamaré – R$ 761.607,14

- Galinhos – R$ 456.963,83

- Jandaira – R$ 456.963,83

- Pendências – R$ 711.134,05

- Alto do Rodrigues – R$ 711.134,05

- Carnaubais – R$ 559.828,89

- Porto do Mangue – R$ 456.963,83

- Areia Branca – R$ 1.066.249,31

- Grossos – R$ 609.285,48

- Ipanguaçu – R$ 761.607, 14

- Assu – R$ 1.675.540,49

- Itajá – R$ 456.963,83

- Lages – R$ 559.828,89

- Pedro Avelino – R$ 456.963,83

- Angicos – R$ 609.285,48

- Afonso Bezerra – R$ 609.285,48

 


Ezequiel Ferreira oficializa apoio a Cadu de Lula e movimenta o tabuleiro político do RN

 


O que vinha sendo aguardado com grande expectativa nos bastidores da política potiguar finalmente aconteceu. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), oficializou neste domingo (18) seu apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo do Estado no segundo turno.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais, com uma fotografia ao lado do candidato petista e a mensagem: “Juntos com Cadu pelo Rio Grande do Norte”.

A imagem não trouxe apenas Ezequiel e Cadu. Também aparecem os deputados estaduais Cristiane Dantas e Dr. Gustavo Soares, ambos eleitos pelo PSDB, além de Taveira Júnior, que não conseguiu renovar seu mandato nas urnas.

A movimentação tem peso político. No primeiro turno, Ezequiel Ferreira esteve ao lado de Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa na terceira colocação, ficando fora da segunda etapa da eleição. Agora, com a definição do presidente da Assembleia, o cenário de alianças ganha um novo capítulo.

Reeleito deputado estadual com 73.217 votos, Ezequiel mantém influência na política potiguar e chega ao campo de apoio de Cadu de Lula acompanhado de deputados e dezenas de vereadores de diferentes municípios do estado.

O detalhe que chama a atenção

A chegada de Ezequiel à base petista não representa apenas uma declaração pública de apoio. O movimento reúne forças políticas com presença no Legislativo estadual e nas câmaras municipais, ampliando a composição de alianças em torno da candidatura de Cadu.

Na política, apoio de liderança não se resume a fotografia ou discurso. O desafio é transformar articulação, influência e alianças em mobilização efetiva nas ruas e nas urnas.

Agora, resta acompanhar os próximos movimentos e observar como essa nova composição política se refletirá na campanha pelo Governo do Rio Grande do Norte.

 


TRE altera locais de votação em seis municípios do RN para o segundo turno

 


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) anunciou mudanças pontuais nos locais de votação para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para o dia 25 de outubro. As alterações abrangem seções eleitorais de seis municípios e foram motivadas por dificuldades identificadas durante o primeiro turno.

Segundo o tribunal, as transferências foram solicitadas pelas zonas eleitorais com o objetivo de melhorar as condições de acesso, segurança e atendimento aos eleitores. 

Na 20ª Zona Eleitoral, haverá mudanças em três municípios. Em Bodó, as seções 188 e 190 sairão da Escola Estadual Sérvulo Pereira do Nascimento para o Centro de Convivência de Idosos. Em Lagoa Nova, as seções 157, 161, 184, 185 e 216 passarão da Escola Municipal João XXIII para a Escola Estadual Manoel Luís de Maria.

E em Currais Novos, as seções 128, 129, 136, 144 e 147 serão transferidas da Escola Municipal Professor Humberto Gama para a Escola Municipal Professor Francisco Rosa. As mudanças atendem a solicitações de mesários, eleitores e coordenadores de acessibilidade, que relataram dificuldades de acesso no primeiro turno.

Na 43ª Zona Eleitoral, as seções 10/12, 66/74 e 82/11, no município de Doutor Severiano, passarão da Escola Estadual Coronel João Pessoa para a Escola Municipal Sonho Infantil. A decisão foi tomada após relatos de calor excessivo, concentração de eleitores e problemas na rede elétrica das três salas utilizadas para a votação.

Na 49ª Zona Eleitoral, a seção 32 de Upanema será transferida da Câmara Municipal de Upanema para a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Macêdo. A mudança busca ampliar o espaço disponível para a formação de filas e melhorar a organização do atendimento, diante da falta de espaço interno no endereço anterior.

Em Caraúbas, na 36ª Zona Eleitoral, oito seções retornarão à Escola Estadual Sebastião Gurgel. As seções 03, 04, 05 e 06, que funcionaram provisoriamente na Escola Jardim de Infância Hugolino de Oliveira, e as seções 07, 08, 28 e 41, antes instaladas no Centro Especializado de Reabilitação Manoel Francisco das Chagas, voltarão ao endereço de origem.

De acordo com o TRE-RN, a transferência temporária no primeiro turno havia sido motivada pela previsão de uma reforma no prédio da escola. Como as obras não começaram e mesários relataram problemas relacionados ao espaço reduzido nos locais provisórios, o tribunal determinou o retorno das seções.

O TRE-RN ressaltou que as mudanças não representam uma alteração generalizada dos endereços de votação no estado, mas medidas específicas para corrigir problemas identificados no primeiro turno e proporcionar melhores condições para o eleitorado.

 


Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

 

Agencia Brasil

O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.

O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito. Clique aqui e saiba como justificar.

O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.

Voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.  

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).

A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.

Ausência justificada 

Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.