quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O que é "combinado não sai caro": a chiadeira em torno de Allyson e Cinthia, “Agora Inês é morta.”

 


Existe um ditado popular bastante conhecido que diz: “o que é combinado não sai caro”.

A expressão costuma ser utilizada para lembrar que, quando regras, condições, acordos e compromissos são estabelecidos e aceitos previamente por todos os envolvidos, diminuem-se as chances de mal-entendidos, cobranças e conflitos no futuro.

Pois bem

Nos bastidores da política potiguar, começa a ganhar espaço uma narrativa de suposta insatisfação entre integrantes do grupo político liderado pelo candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra, diante da concentração de esforços políticos e eleitorais em torno da candidatura de sua esposa, Cinthia Pinheiro, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa.

Segundo relatos que circulam nos bastidores e também vêm sendo repercutidos por parte da imprensa potiguar, alguns candidatos a deputado estadual e federal que integram o grupo estariam demonstrando insatisfação com a distribuição de apoio e estrutura durante a campanha.

Há, inclusive

Relatos de que alguns desses candidatos estariam sinalizando a possibilidade de reduzir ou até deixar de pedir votos para Allyson durante a campanha, caso não haja uma mudança na divisão dos espaços e da estrutura política entre os integrantes do grupo.

Mas existe um detalhe importante nessa história.

Cinthia Pinheiro não surgiu agora no cenário eleitoral. Sua candidatura a deputada estadual foi oficialmente lançada na mesma convenção partidária que homologou a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ou seja: a candidatura estava colocada publicamente.

E é justamente aí que surge a pergunta que merece ser feita:

Se havia um acordo político, uma composição ou uma estratégia previamente estabelecida, por que a insatisfação estaria aparecendo somente agora?

Por que não houve questionamentos no momento em que as candidaturas foram anunciadas?

Por que não se discutiu a divisão de apoio, estrutura e espaços políticos antes do início da campanha?

Na política, obviamente, acordos podem ser revistos. Estratégias podem mudar. E ninguém está obrigado a permanecer em uma composição se entender que seus interesses políticos foram contrariados.

Mas também é preciso reconhecer que combinados políticos costumam produzir consequências quando são feitos — e também quando são rompidos.

A questão, portanto, não é simplesmente saber quem está certo ou errado.

O ponto central é entender o que foi efetivamente combinado entre os integrantes do grupo e em que momento essas condições foram estabelecidas.

Porque, se todos conheciam previamente as regras do jogo, a chiadeira tardia pode revelar muito mais sobre as expectativas individuais de cada candidato do que propriamente sobre uma novidade na estratégia de Allyson.

E aí cabe outro velho ditado popular:

“Agora Inês é morta.”

Na política, quando uma decisão já foi tomada, uma candidatura já foi lançada e uma estratégia eleitoral já está em andamento, tentar rediscutir o combinado pode ser muito mais difícil.

No final das contas, a pergunta que fica é simples:

O problema está no que foi combinado ou naquilo que alguns esperavam receber depois que o jogo começou?

A resposta, aparentemente, está nos bastidores — e somente os protagonistas dessa composição sabem exatamente o que foi acertado antes de a campanha começar.

 


Reflexão política: Pesquisa de município não elege deputado estadual; quando o número vira narrativa política

 


Quando chega o período eleitoral, aparecem pesquisas para todos os gostos. E, dependendo do resultado, tem candidato sorrindo de um jeito, aliado comemorando de outro e grupo político tentando transformar alguns números em demonstração de força eleitoral.

Mas é preciso separar pesquisa, realidade eleitoral e narrativa política.

Quem acompanha política sabe que uma cidade ou região com pouco mais de 20 mil votos dificilmente consegue, sozinha, eleger um candidato da própria terra para uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal. Não é uma questão de opinião. É matemática eleitoral.

Veja bem

Quem pretende disputar uma vaga estadual ou federal precisa pensar muito além das fronteiras do próprio município.

Não basta aparecer bem em uma pesquisa local, ter uma votação expressiva em determinado bairro ou apresentar um levantamento favorável em sua cidade.

O projeto eleitoral precisa alcançar dezenas de municípios, construir alianças, conquistar lideranças e formar uma base capaz de produzir votos em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

É assim que funciona uma eleição proporcional.

Até porque...

É absolutamente natural que municípios potiguares tenham seus próprios representantes disputando vagas de deputado estadual ou federal.Cada liderança tem o direito de apresentar seu projeto, buscar apoios e tentar construir sua candidatura.

O problema começa quando um resultado municipal é apresentado como se fosse, por si só, uma demonstração de viabilidade para uma eleição estadual ou federal.

Uma coisa é liderar ou aparecer bem dentro de determinado território. Outra, completamente diferente, é transformar esse desempenho em votação suficiente para alcançar uma cadeira no Legislativo estadual ou federal.

O X da questão

É justamente aí que mora a diferença entre projeto eleitoral e projeto político local.

Quando um candidato tenta vender a ideia de que a força eleitoral concentrada em seu município seria suficiente para garantir uma eleição estadual ou federal, talvez seja necessário observar com mais atenção qual é o verdadeiro objetivo daquela movimentação.

Porque uma candidatura estadual precisa ser estadual. Precisa sair da praça, da comunidade, do bairro e da cidade. Precisa atravessar divisas municipais. Precisa conquistar votos onde o candidato talvez sequer tenha presença política histórica.

E é aí que mora o perigo...

O perigo não está na pesquisa.

Pesquisa faz parte do processo democrático e pode ajudar a compreender determinado cenário, desde que sejam observados metodologia, período, amostra, margem de erro e universo pesquisado.

O problema está em transformar pesquisa em propaganda antecipada de uma realidade que ainda precisa ser construída nas urnas.

Na política, número também pode ser narrativa.

E uma pesquisa mostrando determinado candidato à frente em uma cidade não significa, automaticamente, que ele tenha votos suficientes para vencer uma eleição estadual ou federal.

No fim das contas, cada município tem seus votos, cada região tem suas forças políticas e a eleição acontece no conjunto do estado.

Por isso, antes de comemorar qualquer pesquisa como se ela fosse resultado de eleição, vale fazer uma pergunta simples:

Esse candidato tem apenas números em sua terra ou já construiu uma estrutura política capaz de buscar votos muito além dela?

Porque, em eleição proporcional, 20 mil votos podem fazer muito barulho em uma cidade ou região, mas esses vtos não será de um só candidato. 

Ate por que a urna estadual exige muito mais do que barulho. Exige votos espalhados pelo Rio Grande do Norte, não apenas na sua terra diante deste quantitativo. 

 


Zé Maria reúne famílias, amigos e correligionários na Ilha de Santana e destaca força da comunidade após recuperação da RN-221

 

Quando a base de qualquer governo MOVIMENTA-SE, o cenario político se MOVIMENTA da mesma forma

A comunidade da Ilha de Santana voltou a mostrar sua força política e, sobretudo, a importância de participar das decisões que envolvem o futuro de Macau. Em uma reunião convocada pelo vereador Zé Maria da Ilha, amigos, aliados e moradores se reuniram para conhecer os candidatos apoiados pelo parlamentar nas eleições de 2026.

O encontro contou com a presença do líder político FV e reuniu mais de 150 pessoas, em uma demonstração de mobilização de uma comunidade que, durante anos, conviveu com dificuldades de acesso e que agora vive uma nova realidade com a recuperação da RN-221.

Reconhecer também faz parte

A política, muitas vezes, é marcada pela cobrança. E deve ser. A população reivindica, reclama, aponta problemas e exige que o poder público cumpra seu papel.

Mas existe também o outro lado: quando uma demanda histórica é atendida, reconhecer o resultado também é uma forma de fazer política com responsabilidade.

Foi justamente esse sentimento que marcou a reunião na Ilha de Santana.

A recuperação da RN-221, ligação entre Macau e a comunidade, era uma reivindicação antiga dos moradores. O trecho possui cerca de 3 quilômetros e recebeu investimento de R$ 3,6 milhões, dentro do Programa de Recuperação de Rodovias do Governo do Estado.

Mais do que números, a obra representa mobilidade, segurança e qualidade de vida para quem depende diariamente daquela estrada.

Uma estrada que muda a rotina

Durante anos, moradores da Ilha de Santana enfrentaram uma estrada em condições inadequadas, com dificuldades para o deslocamento de trabalhadores, estudantes, produtores, comerciantes e famílias.

A própria Prefeitura de Macau destacou que aproximadamente 4 mil moradores eram diretamente afetados pelas condições da estrada e que a recuperação da RN-221 era uma das principais reivindicações apresentadas pela atual gestão municipal ao Governo do Estado.

Agora, com a estrada recuperada, a realidade é outra.

A RN-221 não é apenas um caminho asfaltado. É uma via que facilita o acesso das famílias aos serviços públicos, melhora o deslocamento para Macau, favorece a atividade econômica e fortalece uma região ligada à produção salineira, ao turismo, à pesca e à atividade de carcinicultura.

Para quem mora na comunidade, a diferença é percebida no cotidiano: menos dificuldades para sair e chegar, mais segurança no trânsito e melhores condições para circulação de veículos e mercadorias.

O diálogo como instrumento de conquista


Nesse contexto, o vereador Zé Maria procurou apresentar à comunidade não apenas seus candidatos, mas também reforçar uma mensagem política: obra pública é resultado de cobrança, articulação e diálogo entre diferentes esferas de governo.

A prefeita Flávia Veras participou desse processo de articulação com o Governo do Estado, colocando a recuperação da estrada entre as demandas apresentadas para Macau. A obra foi executada pelo Governo do Rio Grande do Norte.

E aqui está um ponto importante: reconhecer a participação de cada instituição não diminui o papel de ninguém. Ao contrário, permite que a população saiba quem fez o quê.

O Governo do Estado executou a recuperação. A Prefeitura participou da articulação e apresentou a demanda. A comunidade cobrou durante anos. E os moradores são, no final das contas, os principais beneficiados.

O peso político da Ilha de Santana

A reunião também teve um componente político evidente.

Zé Maria reuniu famílias, amigos e lideranças da comunidade e recebeu a apresença do líder político FV, que mantém forte influência no cenário político salineiro e região Costa Branca Salineira.

O encontro serviu ainda como uma espécie de preparação para as próximas movimentações políticas do grupo da prefeita, que deverá intensificar a presença nas comunidades e nas ruas de Macau durante a caminhada eleitoral de 2026.

Mas, independentemente da disputa eleitoral, existe uma constatação que não pode ser ignorada:

a Ilha de Santana ganhou uma obra que durante muito tempo foi sonhada e reivindicada por seus moradores.

E quando uma comunidade conquista uma estrada adequada, não ganha apenas asfalto. Ganha tempo, segurança, mobilidade, acesso e novas possibilidades de desenvolvimento.

A política passa. Os candidatos passam. Os mandatos passam.

Mas uma estrada bem feita permanece para atender a população.

E talvez seja justamente por isso que, na Ilha de Santana, o discurso de reconhecimento tenha encontrado terreno fértil.



Feminicídio choca Macau e mobiliza forças de segurança durante a madrugada

 


Crime aconteceu por volta da 1h desta quinta-feira (17); companheiro da vítima é apontado como suspeito e foi levado ao hospital após ferimentos autoinfligidos

A cidade de Macau, na região salineira do Rio Grande do Norte, amanheceu sob o impacto de mais um caso de violência contra a mulher. Um crime com características de feminicídio foi registrado por volta da 1h da madrugada desta quinta-feira (17), deixando a sociedade salineira apreensiva.

De acordo com as informações repassadas à reportagem, a guarnição C01-10 foi acionada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para prestar apoio em uma ocorrência envolvendo uma mulher ferida por golpes de faca.

Ao chegar ao endereço informado, a equipe constatou que a vítima, Sueli Pinto do Nascimento, já estava sem vida.

O companheiro da vítima, Fábio da Silva Felipe, é apontado como suspeito do crime. Conforme as informações preliminares, ele teria resistido à abordagem inicial realizada pelos policiais. Após negociações, o homem acabou se rendendo.

Ainda segundo os dados apurados, o suspeito apresentava ferimentos provocados por ele próprio e foi encaminhado para uma unidade hospitalar para receber atendimento médico.

Enquanto os procedimentos eram realizados, a área onde ocorreu o crime permaneceu isolada e preservada pela guarnição policial, aguardando a chegada da equipe do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), responsável pelos levantamentos periciais que poderão auxiliar na elucidação do caso.

O detalhe que chama atenção

Além da brutalidade do crime, o caso ganhou ainda mais repercussão em Macau devido à ligação familiar da vítima com ex-prefeito da cidade.

Segundo informações apuradas pelo Blog Cidade do Sal, Sueli Pinto do Nascimento era conhecida na cidade por ser irmã do ex-prefeito de Macau, Kerginaldo Pinto.

As circunstâncias do crime, a dinâmica dos acontecimentos e a motivação ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil, que deverá reunir os elementos necessários para esclarecer a autoria, a motivação e as circunstâncias que resultaram na morte da vítima.

O Blog Cidade do Sal acompanha o caso e atualizará as informações à medida que novos dados oficiais forem divulgados.

 


Multidão toma as ruas de Vera Cruz para acompanhar e declarar apoio a Cadu de Lula

 


A cidade de Vera Cruz viveu uma noite de mais uma grande mobilização popular com a presença do candidato a governador Cadu de Lula, que reuniu uma multidão nas ruas para um piseiro que movimentou as principais ruas da cidade. O evento contou com a participação de lideranças locais e do Partido dos Trabalhadores, além do deputado federal Fernando Mineiro e de Rafael Motta, candidato ao Senado. A calorosa recepção dos moradores reafirmou a união da militância e o forte apoio da população à caminhada do Time que Cuida.

Durante o discurso, Cadu ressaltou a importância do engajamento popular para eleger parlamentares comprometidos com as causas sociais no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. Ao lado dos deputados estaduais Divaneide Basílio e Ivanilson Oliveira, o pré-candidato reforçou que a política existe para transformar a vida das pessoas que dependem do serviço público.

Cadu lembrou melhorias promovidas no governo da professora Fátima Bezerra, como a recuperação da estrada que liga o município à cidade de Macaíba, e o reforço na segurança pública com viaturas novas e efetivo policial em Vera Cruz. Ele contrapôs esses avanços ao cenário de gestões passadas, quando os policiais trabalhavam sem salário e com veículos sucateados. Além disso, destacou que o grupo representa a verdade e o trabalho contínuo, diferentemente de candidaturas baseadas em aventuras de redes sociais.

Diante do público que lotou o evento, Cadu enfatizou que o projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte caminhará integrado com o governo federal. Ele declarou para a multidão: “eu vou ser o próximo governador do Rio Grande do Norte, mas as transformações que eu vou fazer só vão ser possíveis se a gente, mais uma vez, pela quarta vez, eleger também o melhor presidente da história desse país, Luiz Inácio Lula da Silva".





Operação Dédalo: MPRN avança contra suposta rede de tráfico em Canguaretama e Vila Flor

 


Investigação que já havia passado pela Operação Ícaro ganha novo capítulo, com prisões preventivas e apreensão de drogas, dinheiro e celulares

O combate ao tráfico de drogas ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (17) no Rio Grande do Norte. O Ministério Público do Estado, por meio do MPRN, deflagrou a Operação Dédalo, voltada para investigar e desarticular um grupo suspeito de atuar com tráfico de drogas e associação para o tráfico nos municípios de Canguaretama e Vila Flor, no Litoral Sul potiguar.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, foram encontrados aparelhos celulares, drogas e dinheiro em espécie. O material agora será analisado pelo Ministério Público, que pretende encontrar novas informações sobre a estrutura e o funcionamento do grupo investigado.

A investigação vai além das prisões



O ponto que chama atenção é que a Operação Dédalo não representa o início da investigação. Segundo o MPRN, a ação é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada anteriormente.

Com a apreensão dos celulares e demais materiais, a expectativa dos investigadores é cruzar informações e identificar possíveis novos envolvidos, além de verificar se o grupo investigado pode ter relação com outros crimes registrados na região.

Ou seja, as duas prisões realizadas nesta quinta-feira podem não representar o fim da apuração. O conteúdo apreendido poderá indicar novos caminhos para a investigação e, eventualmente, levar a outras medidas judiciais.

Por que "Dédalo"?

O nome escolhido para a operação também carrega um significado simbólico.

Na mitologia grega, Dédalo foi o responsável pela construção do Labirinto de Creta, uma estrutura conhecida justamente por sua complexidade.

De acordo com o MPRN, a escolha do nome faz referência à suposta complexidade da estrutura investigada e ao trabalho das autoridades para identificar seus integrantes e desmontar a rede.

Investigação continua

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido passa por análise.

É importante destacar que os envolvidos são tratados, neste momento, como suspeitos, e a responsabilização criminal depende do andamento da investigação, do processo judicial e do devido processo legal.

A Operação Dédalo, portanto, deve ser vista como mais uma etapa de uma investigação que já estava em andamento. O que foi encontrado nesta quinta-feira poderá determinar os próximos passos do Ministério Público na tentativa de descobrir até onde chegava a suposta rede investigada em Canguaretama e Vila Flor.




Fonte: MPRN.

 


Por dívida de R$ 100 milhões, Femurn aciona Justiça e pede bloqueio de contas do Estadodo RN

 

Presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, cita débitos da Farmácia Básica — José Aldenir/Agora RN


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) acionou a Justiça para cobrar uma dívida superior a R$ 100 milhões do Governo do Estado referente ao financiamento da Farmácia Básica. A entidade pede o bloqueio de recursos estaduais e o pagamento de R$ 3 milhões mensais até a quitação do débito. Segundo o presidente José Augusto Rêgo, a cobrança é resultado de uma ação iniciada em 2012, cuja decisão já transitou em julgado.

A Femurn também cobra outros repasses atrasados, como ICMS, Fundeb, IPVA, royalties do petróleo e recursos do Programa Estadual de Transporte Escolar (Petern). A entidade estima que as pendências relacionadas às transferências constitucionais somem aproximadamente R$ 185 milhões. O Cosems/RN realiza um levantamento para definir quanto cada município terá direito a receber.

O Governo do Estado informou que repassaria cerca de R$ 137 milhões referentes ao ICMS e ao Fundeb e afirmou que esses pagamentos encerrariam as pendências dessas receitas. A Femurn, porém, contesta e diz que os valores correspondem a semanas anteriores e não abrangem todas as obrigações recentes. A entidade alerta que a continuidade dos atrasos poderá comprometer pagamentos de salários e fornecedores em alguns municípios.

A partir de sábado (19), entra em vigor a Lei nº 12.785/2026, que determina que os recursos municipais de ICMS, IPVA e Fundeb sejam separados em contas específicas e transferidos diretamente às prefeituras, sem passar pela Conta Única do Estado. A Femurn afirma que, caso esses recursos sejam movimentados pelo Governo, poderá pedir responsabilização por crime de responsabilidade e intervenção federal. A entidade também critica os atrasos no Petern, alegando que os municípios vêm arcando com despesas que seriam de responsabilidade estadual.

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Em Pendências, o velho recado da política: se não é aliado, vira adversário

 


A política provinciana do interior do Rio Grande do Norte ainda parece sobreviver sob uma lógica antiga: quem está no mesmo lado é aliado; quem se distancia, rapidamente passa a ser tratado como adversário.

É dentro desse contexto que mais uma movimentação política chama atenção nos bastidores da Câmara Municipal de Pendências.

A discussão da vez envolve os vereadores Welliedna Figueiredo e Nanam Olégario, que teriam acumulado ausências em sessões legislativas. Diante da situação e das regras previstas no Regimento Interno da Casa, já existe um procedimento em andamento que poderá, em tese, resultar até na perda dos mandatos, caso sejam confirmadas as condições regimentais e legais para tal medida.

Os dois parlamentares foram notificados para apresentar suas respectivas defesas. A partir daí, caberá à Mesa Diretora analisar os argumentos apresentados e seguir os trâmites estabelecidos para tomar uma decisão.

O que chama atenção?

Mais do que a questão administrativa, o episódio ganha contornos políticos porque acontece em um ambiente onde as relações entre os grupos parecem cada vez mais marcadas pela velha lógica do “nós contra eles”.

E é justamente aí que surge a pergunta que circula nos bastidores:

Estamos diante apenas do cumprimento das regras da Câmara ou existe também um componente político nessa movimentação?

É importante separar as coisas. Se houve descumprimento das normas, o Regimento Interno deve ser cumprido, independentemente de quem seja o vereador. Da mesma forma, se os parlamentares apresentarem justificativas capazes de afastar qualquer irregularidade, elas precisam ser consideradas dentro do devido processo.

O problema começa quando as regras de uma Casa Legislativa passam a ser interpretadas conforme a conveniência dos grupos políticos.

O recado nas entrelinhas

Na política interiorana, muitas vezes o discurso oficial fala em regimento, legalidade e funcionamento institucional. Mas, nos bastidores, a leitura política costuma ser outra.

E o velho recado continua ecoando:

“Se não for nosso aliado, será nosso inimigo.”

Agora, caberá à Câmara de Pendências demonstrar que, nesse caso, não existe lado político: existe apenas o cumprimento das regras, com direito à defesa e respeito ao mandato conferido pelo eleitor.

Porque, no final das contas, mandato de vereador não pertence à Mesa Diretora, nem ao grupo político de ocasião.

Pertence ao eleitor.

 


Em Diogo Lopes, vereador Baega dá o recado: quem faz pela comunidade também será lembrado nas urnas

 


A política salineira começa a desenhar seus próximos capítulos, e em Diogo Lopes o vereador Baega fez questão de deixar seu posicionamento bem claro: o grupo político que lidera na comunidade seguirá ao lado da prefeita Flávia Veras e dos candidatos que integram sua base.

A prefeita esteve em Diogo Lopes acompanhada do pai e líder político FV. No encontro, ouviu o vereador, moradores nativos e lideranças da comunidade. A conversa também serviu para preparar uma grande movimentação política que deverá acontecer nos próximos dias na comunidade praiana.

E o que ficou evidente?

Em política, discurso é importante. Mas, para quem vive na comunidade, obra e melhoria concreta também pesam na hora de reconhecer quem merece crédito.

É justamente nesse ponto que o grupo de Baega sustenta seu posicionamento. A melhoria da estrada que liga Macau - Barreiras a Diogo Lopes é apontada como uma das ações que não podem ser simplesmente apagadas do debate político.

O raciocínio é direto: se determinada força política ajudou a viabilizar uma melhoria que beneficia diariamente os moradores, por que esconder esse fato justamente quando chega o período eleitoral?

Baega e seu grupo, ao que tudo indica, decidiram não fazer esse jogo.

O vereador mantém firme o compromisso com os candidatos petistas apoiados pela prefeita Flávia Veras, seguindo a orientação política de quem, segundo o grupo, vem demonstrando compromisso com Macau e suas comunidades.

A estrada virou argumento político

A estrada Macau–Diogo Lopes(RN-043), que durante muito tempo esteve entre as cobranças dos moradores, agora também entra no debate eleitoral como símbolo de uma questão simples: quem ajudou a construir soluções para a comunidade também quer ser reconhecido por isso.

E esse reconhecimento, naturalmente, passa pelo eleitor.

A movimentação em Diogo Lopes mostra que a eleição não será disputada apenas nos discursos dos grandes palanques. Será também no território, comunidade por comunidade, onde o eleitor conhece de perto quem esteve presente, quem prometeu e, principalmente, quem conseguiu entregar.

Agora, com a articulação de Baega, Flávia Veras e FV, a expectativa é pela grande movimentação que está sendo preparada em Diogo Lopes.

E uma coisa já ficou evidente: o grupo escolheu lado — e não parece disposto a esconder os motivos dessa escolha.




MPRN emite recomendações à Polícia Militar e à Polícia Civil sobre atendimento a mulheres em Assu

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Assu, expediu recomendações dirigidas ao comando do 10º Batalhão de Polícia Militar e à Delegacia de Polícia Civil local orientando padronizar a atuação das forças de segurança da região no acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, além de garantir a proteção integral durante os atendimentos.

A recomendação enviada à Polícia Militar determina prioridade para os chamados recebidos pelo telefone 190 que envolvam agressões ou ameaças a mulheres. As equipes policiais devem realizar abordagens com empatia e sem emissão de julgamentos sobre o comportamento, vestimenta ou histórico das vítimas. O documento também orienta o isolamento imediato da cena em ocorrências de morte violenta ou tentativa de assassinato.

O texto direcionado à Polícia Civil estabelece a obrigatoriedade de acolher as vítimas em espaço reservado para resguardar a privacidade e o sigilo das informações. A orientação prevê a realização de depoimentos detalhados na fase inicial, inclusive por registro audiovisual. A medida visa evitar convocações repetitivas da mulher para recontar os fatos durante as investigações.

As duas Polícias devem aplicar obrigatoriamente o Formulário Nacional de Avaliação de Risco em seus atendimentos. As informações registradas servirão de base para o pedido de medidas de urgência à Justiça, como o afastamento do agressor do lar e o monitoramento preventivo por meio de rondas aos endereços indicados. Os boletins e relatórios policiais não podem conter questionamentos sobre a conduta moral ou a vida privada da vítima.

O transporte da vítima em viaturas policiais deve ocorrer com apoio adequado, sem contato direto com o suspeito. O MPRN orienta ainda o encaminhamento seguro das mulheres até unidades de saúde ou até a delegacia local. Além disso, a Polícia Militar e a Polícia Civil devem promover treinamentos e capacitações com seus efetivos sobre o protocolo de gênero e o combate ao constrangimento institucional.

Os responsáveis pelo Batalhão da Polícia Militar e pela Delegacia de Polícia Civil têm o prazo de trinta dias para responder ao MPRN.

Veja as recomendações abaixo:

Recomendação PM

Recomendação PC

 


Operação contra crime organizado cumpre seis mandados no Rio Grande do Norte

 


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Mossoró) deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Enclave, no Rio Grande do Norte. Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Natal, Caicó e Ceará-Mirim.

A operação faz parte da Operação Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em diferentes estados para combater organizações criminosas.

No Rio Grande do Norte, a FICCO/Mossoró reúne integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal Estadual.

As ações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) ocorrem em 19 estados e têm como alvo suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, organizações criminosas violentas e outros crimes relacionados ao crime organizado.

Em todo o país, são cumpridos 173 mandados de busca e apreensão, além das ordens de prisão. As decisões judiciais também determinaram bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões.

As medidas atingem imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, estariam vinculados às organizações criminosas.

 

Descapatilização das organizações

Um dos objetivos da operação nacional é atingir a estrutura financeira das organizações criminosas por meio da descapitalização dos grupos.

As FICCOs funcionam como forças-tarefas coordenadas pela Polícia Federal, reunindo diferentes órgãos de segurança pública para atuação conjunta contra o crime organizado.

A Operação Enclave integra essa atuação no Rio Grande do Norte. Os detalhes sobre os alvos e as investigações no estado não foram divulgados pelas autoridades até o momento.




Fonte: g1

 


Suspeito da morte de guarda municipal tem prisão relaxada e responderá ao caso em liberdade

 

Foto TV Tropical

Paulo Sérgio, apontado pela investigação como principal suspeito da morte do guarda municipal Enilson, teve a prisão relaxada durante audiência de custódia e responderá ao caso em liberdade.

A decisão ocorreu após a defesa argumentar que não estavam presentes os requisitos necessários para manutenção da prisão em flagrante. Segundo o advogado, a prisão aconteceu cerca de 48 horas após o crime e em outro município.

Enilson, que integrava a Guarda Municipal de Ceará-Mirim, foi encontrado morto dentro de sua residência. Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança teriam registrado Paulo Sérgio deixando o imóvel utilizando a motocicleta pertencente à vítima. O veículo foi localizado posteriormente nas proximidades do endereço onde o investigado morava.

De acordo com informações que constam no auto de prisão em flagrante, as diligências policiais se estenderam por aproximadamente 48 horas. A Polícia Civil também investiga a relação existente entre Enilson e Paulo Sérgio, que frequentava a residência do guarda municipal.

Suspeito nega relacionamento amoroso

Durante a audiência de custódia, Paulo Sérgio negou que mantivesse um relacionamento amoroso com Enilson. Segundo a versão apresentada à Justiça, ele trabalhava como personal trainer e fisiculturista e afirmou que o guarda municipal era apenas seu aluno.

O advogado de defesa declarou que, neste primeiro momento, a versão apresentada pelo investigado é de que havia entre os dois apenas uma relação profissional.

As imagens de monitoramento também foram utilizadas pelos investigadores na tentativa de identificar quem esteve na residência da vítima no dia do crime. Conforme o relato da investigação, a própria mãe de Paulo Sérgio teria reconhecido o filho nas gravações. Uma amiga de Enilson também teria confirmado que o suspeito frequentava o imóvel.

Corrida de aplicativo entrou na investigação

A Polícia Civil ainda levantou informações sobre os deslocamentos realizados no dia do homicídio. Uma empresa de transporte por aplicativo confirmou uma corrida cujo ponto de partida estaria relacionado ao endereço do suspeito e cujo destino seria a residência de Enilson.

A investigação segue para esclarecer as circunstâncias da morte e reunir outros elementos que possam confirmar ou afastar a participação de Paulo Sérgio no crime.

Importante: apesar de ser apontado como principal suspeito, Paulo Sérgio responderá ao caso em liberdade e, até eventual condenação definitiva, deve ser tratado como investigado, prevalecendo a presunção de inocência.

 


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Câmara de Pendências sai do plenário e vai ao encontro do povo para ouvir as demandas de Porto do Carão

 


Quando o Legislativo quer, de fato, estar próximo da população, não precisa esperar que o cidadão vá até a Câmara. É a Câmara que vai até o cidadão.

Foi seguindo essa lógica que a Câmara Municipal de Pendências realizou, nesta terça-feira (15), uma sessão itinerante na comunidade rural de Porto do Carão. A iniciativa levou o debate legislativo para dentro da comunidade e abriu espaço para que os moradores apresentassem, de forma direta, os problemas enfrentados no dia a dia.

E aqui está um ponto que merece ser destacado

Sessão itinerante não deve ser apenas uma mudança de endereço para uma sessão ordinária. Ela precisa servir para ouvir, cobrar e encaminhar soluções para aquilo que a população enfrenta diariamente.

A voz de quem conhece a realidade da comunidade

Entre as participações esteve a do ex-vereador Luiz do Porto, uma conhecida liderança política da região, que fez questão de participar do encontro e apresentar seu ponto de vista sobre a realidade vivenciada pelos moradores.

Luiz destacou problemas que, segundo ele, precisam de uma atenção mais efetiva por parte da administração municipal, cobrando um olhar mais apurado da prefeita Dra. Lays e de seus secretários.

E as reclamações não são pequenas

Água, esporte e saúde entram na pauta

Entre as principais demandas apresentadas está o abastecimento de água, considerado precário pelos moradores, com questionamentos sobre a qualidade e a regularidade da água destinada às famílias da comunidade.

Outro ponto levantado foi a situação do campo de futebol de Porto do Carão, que atualmente estaria sem condições adequadas para utilização. Para uma comunidade rural, um espaço esportivo não representa apenas lazer. É também convivência social, oportunidade para os jovens e integração entre as famílias.

A saúde também apareceu entre as cobranças. A população reivindica uma assistência mais presente e capaz de atender às necessidades da comunidade sem que o cidadão precise enfrentar dificuldades para ter acesso aos serviços básicos.

O papel do Legislativo

É justamente nesses momentos que se mede a importância de um Legislativo presente.

O vereador não precisa esperar o problema chegar ao plenário através de um requerimento ou de uma reclamação formal. Pode ir até onde o problema está.

A sessão de Porto do Carão mostra que aproximar a Câmara da população pode produzir um efeito importante: permitir que os vereadores escutem diretamente quem vive a realidade e, a partir daí, transformem as reivindicações em cobranças, requerimentos e fiscalização.

Mas há uma questão que não pode ser esquecida: ouvir é apenas o primeiro passo.

Depois da sessão, ficam as cobranças. E cabe ao Legislativo acompanhar se as demandas apresentadas pela comunidade serão efetivamente encaminhadas ao Executivo e, principalmente, se alguma solução será apresentada.

Porque, no final das contas

O morador não quer apenas uma sessão bonita, discursos ou registros fotográficos.

Quer água chegando em casa, campo em condições de uso e saúde funcionando.

É aí que uma sessão itinerante deixa de ser apenas um ato político e passa a cumprir sua verdadeira função: aproximar o poder público de quem mais precisa dele.


Colisão frontal entre motocicletas deixa vítimas feridas em Macau

 


Um grave acidente envolvendo duas motocicletas chamou a atenção dos moradores de Macau na noite desta terça-feira (15). Os veículos colidiram frontalmente na Rua Pedro Lopes de Araújo, provocando um forte impacto e deixando os envolvidos feridos.

De acordo com as informações iniciais, uma das vítimas sofreu fratura exposta e precisou de atendimento médico especializado.

Com o barulho da forte colisão, moradores da região se mobilizaram rapidamente para prestar os primeiros socorros e acionar os serviços de saúde do município.

As vítimas foram encaminhadas inicialmente para atendimento na Unidade Hospitalar Antônio Ferraz (HAF), onde receberam os primeiros cuidados médicos.

Até o momento, os nomes das vítimas não foram divulgados. Uma delas, devido à gravidade do ferimento, teria sido encaminhada para uma unidade de saúde especializada na Grande Natal, onde deverá receber atendimento adequado para o tratamento da fratura exposta.

As circunstâncias que provocaram a colisão ainda não foram esclarecidas oficialmente.

O Blog Cidade do Sal acompanha o caso e poderá atualizar as informações assim que novos detalhes forem confirmados.

 


Veja  video do impacto




Botijão de gás fica mais caro no RN e preço chega a R$ 130 em algumas revendas

 


O consumidor potiguar começou a sentir mais uma alta no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos, que já vinha pesando no orçamento das famílias, sofreu novo reajuste em boa parte das revendas do Rio Grande do Norte.

O aumento varia entre R$ 4 e R$ 4,50, dependendo da revenda e da região. Com o novo repasse, o preço do botijão pode chegar a R$ 130 para o consumidor.

Segundo Ivo Lopes, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN), reajustes nesse período do ano são considerados comuns no setor. A justificativa apresentada pelas revendedoras está relacionada ao aumento dos custos operacionais das distribuidoras, principalmente em razão das negociações salariais anuais realizadas em setembro.

Novo aumento pesa no orçamento

O reajuste ocorre poucos meses depois de outra alta significativa. Em abril, o preço do botijão já havia avançado para a faixa de R$ 120 a R$ 125, em um cenário atribuído a mudanças na política de preços da Petrobras e ao aumento do diesel, que eleva os custos de transporte do produto pelas rodovias.

Agora, com o novo aumento, o consumidor pode encontrar o botijão sendo vendido por até R$ 130, embora o valor varie de acordo com a localidade e a revenda.

Para quem precisa comprar o gás regularmente, a diferença pode parecer pequena quando observada isoladamente, mas representa mais uma despesa em um orçamento doméstico que já enfrenta pressão de outros produtos e serviços.

O detalhe

É mais um reajuste que chega diretamente à cozinha e ao bolso do cidadão potiguar.