sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A lei existe: agente de comunicação de Jandaíra se retrata após decisão judicial e reforça que a internet não é terra sem lei

 


A liberdade de expressão não dá a ninguém o direito de ofender a honra de outra pessoa. Quando há violação de direitos, a Justiça pode ser acionada.

Quem acredita que pode agredir, difamar ou caluniar o semelhante nas redes sociais e permanecer impune precisa compreender que a internet também está sujeita às leis brasileiras.

Um episódio envolvendo um blogueiro de Jandaíra, no Rio Grande do Norte, chama a atenção para essa realidade. Após uma decisão judicial relacionada ao uso de um apelido considerado ofensivo contra Matias, presidente da Câmara Municipal, o blogueiro publicou um vídeo com um pedido formal de desculpas, em cumprimento à determinação da Justiça.

O caso reforça a importância de compreender que as redes sociais não são um espaço livre de responsabilidades. Comentários, publicações e manifestações que ultrapassem os limites legais podem resultar em medidas judiciais, conforme as circunstâncias e as provas apresentadas.

A lei protege a honra e a reputação

O Código Penal Brasileiro prevê, nos artigos 138, 139 e 140, os crimes de calúnia, difamação e injúria, respectivamente. Cada um possui características próprias e exige uma análise específica dos fatos.

A calúnia consiste em atribuir falsamente a alguém um fato definido como crime. A difamação envolve atribuir um fato ofensivo à reputação de outra pessoa. Já a injúria atinge a dignidade ou o decoro do indivíduo.

É importante destacar que nem toda crítica, discussão ou manifestação nas redes sociais configura crime. A caracterização depende do conteúdo publicado, do contexto e dos requisitos previstos na legislação.

Moral da história: procure a Justiça, não a troca de ofensas

Quando um cidadão se sentir vítima de ofensas, ataques à honra ou acusações que considere falsas, o caminho mais adequado é reunir provas, preservar as publicações e buscar orientação jurídica para avaliar as medidas cabíveis.

Trocar insultos, alimentar conflitos e transformar divergências em batalhas nas redes sociais dificilmente resolve o problema. A busca pelos meios legais, por outro lado, permite que os fatos sejam examinados pelas autoridades competentes.

O episódio de Jandaíra deixa uma mensagem importante: ninguém está acima da lei, e a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade. O ambiente digital não elimina os direitos, os deveres nem as consequências legais dos atos praticados.

A lei existe. Conhecer os próprios direitos e respeitar os direitos dos outros é fundamental para uma convivência mais responsável, tanto nas ruas quanto nas redes sociais.


Time de Lula: Base governista demonstra força nas ruas e reafirma protagonismo político em Macau

 


Arrastão realizado na noite de quinta-feira (22) reuniu uma multidão e colocou a base da prefeita Flávia Veras no centro da mobilização política na reta final do segundo turno.

A reta final da campanha do segundo turno em Macau tem sido marcada pela intensa movimentação dos dois grupos políticos da cidade, principalmente com o time de Lula.

De um lado, a base governista, alinhada ao presidente Lula e a Cadu de Lula; do outro, a oposição, que defende Bolsonaro e Allyson Bezerra. Nesse cenário, o grupo governista tem ocupado as ruas e colocado sua capacidade de mobilização no centro da disputa política salineira.

Base governista assume protagonismo nas ruas

Depois de uma votação expressiva no primeiro turno, a base governista de Macau intensificou sua presença nas ruas com o objetivo de ampliar a votação de seus candidatos no segundo turno. A mobilização não se limita ao discurso político: envolve lideranças, apoiadores e militantes que buscam reafirmar o alinhamento do grupo com Lula e Cadu de Lula.

Na noite desta quinta-feira (22), o arrastão governista que tem a frente a prefeita Flavia Veras e o líder político FV, reuniram uma multidão e deu visibilidade à estratégia política do time de Lula. A movimentação colocou a base governista em evidência e reforçou sua disposição de atuar até os últimos momentos da campanha.

Mais do que uma manifestação pública, o ato representou uma demonstração de organização política e presença popular. Para os aliados da gestão municipal, a mobilização reafirma o peso do grupo no cenário político local e sua capacidade de reunir apoiadores em torno de um mesmo projeto.

Uma resposta política ao campo oposicionista



Enquanto a base governista aposta na mobilização coletiva e na reafirmação de compromissos, a oposição também busca espaço nas ruas para fortalecer suas candidaturas. A diferença entre as estratégias e o alcance das manifestações passou a alimentar o debate político na terra das salinas.

O grupo governista interpreta o resultado do primeiro turno e a presença de apoiadores nas ruas como sinais de que mantém uma base política mobilizada. A meta, agora, é transformar essa movimentação em votos e superar o desempenho eleitoral anterior.

A oposição, por sua vez, enfrenta o desafio de ampliar sua capacidade de mobilização e conquistar novos apoios na reta final.

Flávia Veras e sua base no centro da disputa

A mobilização também coloca em evidência o papel da prefeita Flávia Veras e de seu grupo político na articulação local em favor de Lula e Cadu de Lula. Em uma campanha marcada pela disputa de narrativas, a presença nas ruas tornou-se um instrumento para demonstrar organização, unidade e capacidade de articulação.

O protagonismo governista, portanto, não se resume ao tamanho de um arrastão. Está também na capacidade de manter lideranças e apoiadores mobilizados em torno de uma agenda política comum e trazer obras que beneficiaram a cidade como um todo, levando a disputa para além dos discursos e colocando a força de cada grupo à prova diante da população.

As urnas darão a resposta definitiva

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a reta final da campanha promete novos movimentos e intensificação da disputa em Macau.

A base governista chega a esse momento apostando na mobilização popular e na possibilidade de ampliar a votação conquistada no primeiro turno. O arrastão de quinta-feira reforçou a visibilidade do grupo e sua disposição de permanecer nas ruas até o encerramento da campanha.

Agora, a expectativa se volta para as urnas. É nelas que a mobilização política será confrontada com o resultado efetivo, mostrando até que ponto a presença nas ruas se converterá em votos.

 






Datafolha aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro; virada entra no radar da reta final

 


A possível virada de Lula no segundo turno da eleição presidencial começa a ganhar espaço nas discussões das redes sociais entre apoiadores do PT. E a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (22), coloca ainda mais expectativa na reta final da disputa.

De acordo com o levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados numericamente, com 50% dos votos válidos para cada candidato. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 51%, contra 49% do atual presidente.

Nos votos totais, Lula avançou de 45% para 46%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 47%.

Com margem de erro de dois pontos percentuais, os números mostram uma disputa apertada e sem vantagem estatística definida entre os candidatos.

O resultado aumenta a expectativa para o desfecho da eleição, marcado para domingo (25). Entre os apoiadores de Lula, o crescimento registrado na pesquisa alimenta a esperança de uma virada nas urnas.

A pergunta que fica é: o movimento apontado pelo Datafolha vai se confirmar nas urnas ou a disputa terminará com outro resultado? A resposta será conhecida com a apuração dos votos.

 


Janduís amanhece com diligências do Ministério Público na casa de ex-prefeito e na Secretaria de Saúde

 

Ação do MPRN, por meio do GAECO, com apoio da Polícia Militar, também alcança a residência da esposa do ex-gestor(imagem Google).


A cidade de Janduís, no interior do Rio Grande do Norte, amanheceu nesta sexta-feira (23) com diligências do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e da Polícia Militar.

As equipes realizam diligências na residência do ex-prefeito Salomão Gurgel, de sua esposa, Nailka Saldanha, e também na Secretaria Municipal de Saúde.

Até o momento, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre a ação nem informou oficialmente qual é o objetivo das diligências.

O caso movimenta os bastidores políticos do município e deverá ganhar novos desdobramentos à medida que as autoridades apresentarem informações oficiais.

O Blog Cidade do Sal seguirá acompanhando o caso e atualizará as informações assim que houver novos esclarecimentos das autoridades.

 


Debate InterTv cabugi: Allyson Bezerra muitas promessas, uma informação que exige provas e uma definição política evitada

 


Allyson Bezerra apresentou como novidade a existência de uma suposta minuta de decreto do Governo do Estado que, segundo ele, deverá ser publicada após as eleições. O documento preveria cortes de aproximadamente R$ 190 milhões na execução do orçamento de 2026, atingindo áreas como segurança pública, obras e até a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A declaração é grave e, justamente por isso, não pode ficar restrita ao palanque eleitoral. Se a minuta existe, é necessário apresentar o documento, esclarecer sua origem e demonstrar quais despesas seriam atingidas. Uma denúncia dessa dimensão exige provas. O eleitor precisa saber se está diante de uma decisão efetivamente planejada pelo governo, de uma proposta preliminar ou de uma interpretação política do candidato.

Allyson também procurou valorizar sua passagem pela Prefeitura de Mossoró, destacando a aprovação de sua gestão e prometendo imprimir um novo ritmo à administração estadual. No campo das propostas, voltou a defender medidas como a isenção do IPVA, a construção da terceira ponte em Natal, o fim da fila de cirurgias eletivas e a recuperação do fundo previdenciário.

São compromissos que despertam interesse, mas que também precisam ser acompanhados de explicações sobre custos, fontes de recursos, prazos e condições de execução. Em uma campanha para governador, anunciar é a parte mais fácil. O desafio está em demonstrar como cada promessa será transformada em realidade.

Entretanto, uma questão política continua chamando a atenção: Allyson fala em honestidade, correção e compromisso com a população, mas evita assumir claramente quem é seu candidato à Presidência da República.

Essa indefinição não é um detalhe sem importância. O eleitor tem o direito de conhecer as alianças e os posicionamentos nacionais de quem pede seu voto para governar o Rio Grande do Norte.

Allyson pode considerar conveniente preservar essa posição em aberto, mas precisa compreender que o silêncio também produz consequências políticas. Quando um candidato evita declarar seu alinhamento presidencial, abre espaço para dúvidas sobre suas escolhas e sobre os motivos que o levam a não assumir publicamente uma posição.

A crítica, aqui, não é afirmar que a indefinição constitua uma ilegalidade, mas questionar a coerência entre o discurso de integridade e uma estratégia eleitoral que deixa o eleitor sem uma resposta objetiva.

Quem cobra clareza dos adversários também precisa estar disposto a esclarecer as próprias escolhas.

Não basta apresentar uma imagem de gestor eficiente e desfilar um conjunto de promessas. É preciso enfrentar as perguntas incômodas, inclusive aquelas que podem trazer custos eleitorais.

Afinal, se assumir um presidenciável é uma decisão política legítima, por que transformá-la em uma questão sem resposta?

 


Debate InterTv cabugi: Cadu de Lula fez o dever de casa e soube questionar, mas poderia ter apertado mais

 


Cadu de Lula demonstrou preparo para o debate. Conhecia os temas, apresentou argumentos e procurou confrontar a imagem administrativa que Allyson tenta projetar para o Rio Grande do Norte.

Ao tratar da segurança hídrica, destacou a chegada das águas do Rio São Francisco por duas frentes, a Barragem de Oiticica, a perfuração de poços e outras iniciativas em andamento. Também relacionou sua candidatura às ações dos governos federal e estadual, fazendo do vínculo com Lula um dos eixos de sua estratégia política.

Na discussão sobre Mossoró, Cadu procurou mostrar o outro lado da gestão de Allyson. Citou relatórios do Ministério Público que, segundo sua argumentação, apontariam problemas na oferta de vagas em creches e deficiências no atendimento a adolescentes e mulheres.

Também questionou a política tributária municipal, mencionando casos de contribuintes que pagavam cerca de R$ 80 de IPTU e teriam passado a receber cobranças superiores a R$ 800. Os valores e as circunstâncias precisam ser conferidos nos documentos correspondentes, mas a cobrança sobre o impacto dos tributos na vida da população é pertinente.

Cadu ainda questionou a relação de Allyson com antigos aliados, citando Carlos Eduardo Alves e afirmando que o adversário teria deixado de apoiar o ex-prefeito de Natal para se aproximar de Paulinho Freire. Na disputa ideológica, classificou Allyson como o candidato ligado ao bolsonarismo no Rio Grande do Norte, enquanto reforçou sua própria ligação política com Lula.

Outro assunto recorrente foi a investigação da Polícia Federal envolvendo suspeitas relacionadas a recursos destinados à saúde de Mossoró, na qual Allyson figura entre os investigados. É um tema que exige apuração rigorosa, mas deve ser tratado com responsabilidade: ser investigado não significa ser culpado. As conclusões dependem das provas e do andamento das investigações.

No conjunto, Cadu demonstrou consciência dos temas, coerência na argumentação e habilidade para conduzir os questionamentos. Não se limitou a repetir propostas: procurou confrontar o adversário com questões concretas sobre sua gestão e suas alianças.

Mas poderia ter ido além.

Faltou insistir com mais firmeza na indefinição de Allyson sobre a eleição presidencial. Cadu tinha diante de si uma oportunidade de transformar uma questão política importante em um dos momentos centrais do debate.

Em vez de apenas apontar a falta de posicionamento, poderia ter insistido na pergunta direta: quem é o candidato de Allyson à Presidência? E, diante de uma eventual ausência de resposta, poderia ter cobrado do adversário uma explicação objetiva para essa escolha.

Cadu fez o dever de casa, mostrou preparo e soube questionar. Faltou, porém, apertar mais onde o adversário parecia menos disposto a se comprometer.

Em um debate dessa importância, não basta identificar as contradições do oponente. É preciso explorá-las com perguntas claras, insistência e argumentos capazes de ajudar o eleitor a compreender o que está em jogo.

 


Quem ganhou debate da InterTV Cabugi?

 


Os dois candidatos demonstraram capacidade de argumentação, domínio da fala e preparo para o confronto. Allyson procurou vender os resultados de sua gestão em Mossoró e apresentar promessas para o Estado. Cadu tentou desconstruir essa imagem, levantando questionamentos sobre serviços públicos, tributação, alianças políticas e investigações.

Não houve uma superioridade tão ampla que permita apontar uma vitória incontestável. O debate foi equilibrado na forma, mas deixou diferenças importantes na maneira como cada candidato procurou conduzir a discussão.

Allyson apresentou propostas que precisarão ser avaliadas à luz de sua viabilidade e de seus custos. Também lançou uma informação sobre possíveis cortes no orçamento estadual que exige comprovação documental. E continuou sem esclarecer publicamente seu posicionamento presidencial, uma escolha que merece ser debatida porque faz parte da identidade política de qualquer candidatura.

Cadu, por sua vez, mostrou preparo, coerência e habilidade nas perguntas. Trouxe temas relevantes para o confronto e procurou cobrar explicações do adversário. Ainda assim, poderia ter sido mais incisivo em alguns momentos, especialmente na questão do presidenciável.

O eleitor não precisa de candidatos que apenas falem bem, troquem acusações ou apresentem uma lista de promessas. Precisa de respostas concretas, compromissos que possam ser cobrados e posições políticas assumidas sem rodeios.

O debate não terminou com todas as perguntas respondidas. E, na política, aquilo que um candidato evita esclarecer pode ser tão relevante para o eleitor quanto aquilo que ele escolhe anunciar.

No fim das contas, fica uma cobrança para os dois lados: Allyson precisa explicar melhor suas afirmações e esclarecer suas escolhas políticas; Cadu precisa aproveitar as oportunidades para aprofundar os questionamentos e exigir respostas mais objetivas.

A decisão caberá ao eleitor potiguar, que tem o direito de comparar propostas, examinar fatos e cobrar coerência de quem pretende governar o Estado pelos próximos quatro anos.

Porque eleição não se decide apenas pela força do discurso. Decide-se também pela capacidade de sustentar o que se diz e de responder pelo que se escolhe.

 


Residência jurídica: MPRN lança novo edital com vaga para Parnamirim

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) divulgou novo edital com uma vaga para residente jurídico para atuação junto à 12ª Promotorias de Justiça de Parnamirim. As pessoas interessadas devem ser bacharéis em Direito e podem se inscrever via formulário digital, no período de 23 de outubro a 6 de novembro.

A seleção ocorrerá em 2 etapas: envio de documentação e prova discursiva. A avaliação abordará o conteúdo programático Direito penal – Parte geral e parte especial, Legislação extravagante, Lei de drogas, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Direito Processual Penal.

Todos os detalhes das áreas exigidas podem ser conferidas no Edital N° 28/2026. Além disso, o documento também fixa a convocação imediata de uma vaga e a criação de cadastro reserva com até 10 candidatos.

Residência MPRN

A residência do MPRN é uma modalidade de treinamento de serviço que terá duração de 36 meses, com carga horária semanal de 30 horas de segunda a sexta-feira, em formato presencial ou semipresencial, a ser definido pela chefia imediata do setor lotado. Os selecionados receberão uma bolsa mensal de R$ 2.500,00 e auxílio-transporte.

No ato do credenciamento para o Programa de Residência, o candidato habilitado deverá apresentar diploma, certificado de conclusão de curso ou outro documento que comprove ter colado grau no curso superior indicado no Edital. Caso o candidato já tenha se formado há mais de 5 anos será solicitado o comprovante de matrícula em curso de pós-graduação ou nível de especialização e de mestrado.

Os interessados devem acompanhar as fases e publicações do processo seletivo no Portal da Residência do Ministério Público do Rio Grande do Norte.

 


RN não terá lei seca no segundo turno das eleições

 


O Rio Grande do Norte não terá a chamada “Lei Seca” no segundo turno das Eleições de 2026. Dessa forma, o consumo e a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação, no próximo domingo (25), serão permitidos no estado, assim como ocorreu no primeiro turno.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), que informou que não haverá mudanças em relação ao primeiro turno.

No Rio Grande do Norte, não houve Lei Seca em 2024. Já em 2022, o governo chegou a publicar uma portaria com restrições, mas a Justiça derrubou a medida. Em 2020, o estado teve a Lei Seca aplicada.

O segundo turno das eleições acontece neste domingo (25) em todo o Brasil. No Rio Grande do Norte, os votos serão para governador e presidente.

 


Primeiro governador, depois presidente: saiba qual a ordem de votação

 


Neste domingo (25), os eleitores de todo o país voltam às urnas para o segundo turno das eleições.

Em cinco estados e no Distrito Federal, haverá escolha para governador e para presidente da República. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.

Haverá segundo turno nos seguintes estados: 

  • Acre,
  • Amazonas,
  • Distrito Federal,
  • Rio Grande do Norte,
  • Espírito Santo e
  • Tocantins

Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:

1 – Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar

2 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

Nos demais estados, a votação será assim: 

1 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

Celular e colinha

A legislação permite ao eleitor levar uma colinha de papel para a urna, com os números dos candidatos anotados.

O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. Também não são permitidos equipamentos como smartwatch, máquina fotográfica, filmadora e óculos inteligentes.

O celular pode ser utilizado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral durante a identificação na seção eleitoral.

O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.

Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto.

O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma opção é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral, com a versão digital do título de eleitor.

Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação.

Agência Brasil

 


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

MJ Montenegro esclarece situação do abastecimento das viaturas policiais e tranquiliza população da região salineira

 


Diante de postagens que circularam em páginas da região do Vale Salineiro, levantando a possibilidade de suspensão do abastecimento das viaturas policiais, o jornalista Irineu Cândido buscou informações junto ao MJ Montenegro para esclarecer a situação e levar tranquilidade à população atendida pela 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (1ª CIPM).

A preocupação surgiu a partir de publicações que relacionavam o possível desabastecimento à segurança pública na região salineira. Diante da repercussão do assunto, o contato teve como objetivo obter informações diretamente de uma fonte ligada à área policial.

Em resposta, o MJ Montenegro informou que o abastecimento das viaturas segue funcionando normalmente no Posto Domingos, localizado em Baixa do Meio, e garantiu a continuidade do policiamento nas cidades atendidas pela companhia.

Confira a declaração:

“Com a finalidade de acalmar a população, estou informando que o abastecimento está funcionando normalmente no Posto Domingos, em Baixa do Meio, e as cidades da 1ª CIPM seguem com policiamento ordinário ininterrupto, prevenindo conflitos e combatendo a criminalidade.”

Dessa forma, conforme o esclarecimento prestado pelo MJ Montenegro, o abastecimento das viaturas está normalizado, e o policiamento ordinário nas cidades atendidas pela 1ª CIPM continua sem interrupção.

O esclarecimento é importante para evitar que informações sobre uma possível suspensão do abastecimento provoquem insegurança entre os moradores. Em assuntos relacionados à segurança pública, a busca por informações diretamente com as fontes responsáveis é fundamental para que a população tenha acesso a esclarecimentos e possa compreender a situação com maior precisão.

 


A saga do calango que virou lagartixa: quando o candidato prefere ficar em cima do muro

 


A polêmica do apelido ganhou um novo capítulo. Com a contribuição do professor da cidade salineira de Macau,  Tião Maia, a zoologia potiguar pode até ajudar a explicar a dificuldade de Allyson em declarar seu voto para presidente.

A política do Rio Grande do Norte ganhou mais um capítulo digno de humor. Depois que a deputada estadual Isolda Dantas chamou o candidato Allyson Bezerra de “calango”, o episódio repercutiu na imprensa estadual e virou munição para a campanha do adversário.

A estratégia foi associar o apelido a uma suposta discriminação contra a origem rural do candidato, sua história de vida e sua procedência de uma região marcada pela seca. Mas será que a polêmica começou mesmo com a deputada?

Pois bem!

Antes mesmo do início oficial da campanha, a influenciadora e humorista Vivi Alvares já utilizava a expressão “candidato calango” para ironizar a postura política de Allyson, especialmente diante da dificuldade de declarar abertamente se votaria em Lula ou em Flávio Bolsonaro.

Ou seja, a discussão não surgiu agora. O apelido já circulava no ambiente político e digital, associado à falta de definição sobre o palanque presidencial.

O professor Tião Maia entra em campo — e a zoologia complica a história

Foi aí que entrou em cena o mestre, doutor e professor salineiro Tião Maia, com uma observação que merece atenção.

Segundo a explicação apresentada pelo professor, o calango tem hábitos mais ligados ao chão e ao ambiente terrestre, enquanto a conhecida lagartixa-de-muro, do gênero Tropidurus, costuma ser vista sobre muros e outras superfícies expostas.

Pronto! Estava aberta a possibilidade de uma revisão zoológica do debate político potiguar.

Se o problema é a falta de posição sobre a disputa presidencial, talvez o apelido precise mesmo de uma atualização.

Em vez de calango, que tal lagartixa-de-muro?

Afinal, o calango pode até correr pelo chão, mas a lagartixa tem uma habilidade que, na política, vale ouro: passar boa parte do tempo em cima do muro.

Calango ou lagartixa? A questão é política!

A brincadeira tem endereço certo: a indefinição atribuída a Allyson Bezerra sobre qual candidato apoiará na disputa presidencial.

Em uma eleição marcada pela polarização nacional, ficar sem declarar preferência pode ser uma estratégia para evitar desgastes com diferentes segmentos do eleitorado. Mas também abre espaço para que adversários e críticos questionem a coerência dos posicionamentos políticos.

E é justamente aí que a comparação ganha força.

Se o candidato ainda não decidiu de que lado ficará, a oposição não precisa nem recorrer a um tratado de ciência política. Basta chamar o professor Tião Maia para uma aula de zoologia aplicada à campanha eleitoral.

O calango virou lagartixa, o muro virou palanque e a pergunta continua de pé: afinal, Allyson vai descer do muro para declarar seu voto presidencial ou vai continuar observando a disputa lá de cima?

No fim das contas, a questão não é a origem do candidato, muito menos o lugar onde nasceu. É a posição política que ele escolhe assumir — ou a que prefere deixar em aberto.

E, pelo andar da carruagem, essa saga ainda promete render boas risadas e muitos capítulos na política potiguar.

 


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Seis cidades do RN têm locais de votação alterados para o 2º turno; veja no BLOG as mudanças

 


A Justiça Eleitoral mudou os locais de votação em seis cidades do Rio Grande do Norte para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25). As alterações atingem 24 seções eleitorais em Bodó, Lagoa Nova, Currais Novos, Doutor Severiano, Upanema e Caraúbas.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), as mudanças foram motivadas por problemas de acessibilidade, falta de espaço, calor excessivo e dificuldades na estrutura dos prédios utilizados no primeiro turno.

A orientação é que os eleitores confiram novamente o endereço do local de votação antes de sair de casa, mesmo que tenham votado normalmente no primeiro turno.

A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o tribunal, as alterações feitas pelos cartórios eleitorais são atualizadas imediatamente nesses canais.

Veja os locais de votação alterados no RN

Bodó

As seções 188 e 190, que funcionaram na Escola Estadual Sérvulo Pereira do Nascimento no primeiro turno, serão transferidas para o Centro de Convivência de Idosos.

Lagoa Nova

As seções 157, 161, 184, 185 e 216, antes instaladas na Escola Municipal João XXIII, funcionarão na Escola Estadual Manoel Luís de Maria.

Currais Novos

As seções 128, 129, 136, 144 e 147, que funcionaram na Escola Municipal Professor Humberto Gama, serão transferidas para a Escola Municipal Professor Francisco Rosa.

Segundo o TRE-RN, as mudanças em Bodó, Lagoa Nova e Currais Novos atendem a solicitações de mesários, eleitores e coordenadores de acessibilidade, após dificuldades de acesso identificadas no primeiro turno.

Doutor Severiano

As seções 10/12, 66/74 e 82/11, antes instaladas na Escola Estadual Coronel João Pessoa, funcionarão na Escola Municipal Sonho Infantil.

A mudança ocorreu após relatos de calor excessivo, concentração de eleitores e problemas na rede elétrica das salas utilizadas para votação.

Upanema

A seção 32, que funcionou na Câmara Municipal de Upanema no primeiro turno, será transferida para a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Macêdo.

De acordo com o TRE-RN, a mudança busca oferecer mais espaço para a formação de filas e melhorar a organização do atendimento aos eleitores.

Caraúbas

Oito seções eleitorais voltarão a funcionar na Escola Estadual Sebastião Gurgel.

As seções 03, 04, 05 e 06, que foram transferidas temporariamente para a Escola Jardim de Infância Hugolino de Oliveira, e as seções 07, 08, 28 e 41, que funcionaram no Centro Especializado de Reabilitação Manoel Francisco das Chagas, retornarão ao prédio original.

A mudança ocorre porque a reforma prevista para a escola não foi iniciada. Além disso, mesários relataram falta de espaço nos locais provisórios.

 


RN tem a quarta maior proporção de trabalhadores na escala 6x1 do Nordeste; 141,4 mil vínculos são afetados e presidente Lula explica

 


O Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição entre os estados do Nordeste com maior proporção de trabalhadores formais submetidos à escala 6x1, regime em que o empregado trabalha seis dias consecutivos para ter um dia de descanso. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com referência a dezembro de 2025.

Dos 473,7 mil vínculos formais registrados no estado, 141,4 mil estão enquadrados nessa jornada, o equivalente a 29,89% do total. O percentual potiguar supera a média do Nordeste, que é de 28,50%, e evidencia o alcance que uma eventual mudança na legislação trabalhista poderá ter sobre os trabalhadores do estado.

No ranking regional, o Rio Grande do Norte fica atrás de Alagoas, com 32,9%; Bahia, com 32,52%; e Sergipe, com 30,9%.

Em todo o Brasil, 14,7 milhões dos 44,5 milhões de trabalhadores com vínculo formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estavam submetidos à escala 6x1, o equivalente a 33,2% do total.

Lula defende o fim da escala 6x1 e rebate críticas

A mudança na jornada de trabalho também está no centro do debate político nacional. Na última sexta-feira, 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, afirmou a empresários em Juiz de Fora (MG) que “ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6x1”.

Durante a manifestação, Lula também criticou seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de querer enfraquecer os direitos trabalhistas.

“Eles querem destruir todos os direitos trabalhistas, porque eles não representam os interesses do povo trabalhador”, declarou o presidente.

Mudança pode alcançar milhares de trabalhadores potiguares

A discussão sobre o fim da escala 6x1 envolve diretamente 141,4 mil vínculos formais no Rio Grande do Norte, segundo os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A proposta em debate prevê dois dias de descanso semanal e a redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A implementação e os efeitos da mudança dependerão do texto legal aprovado e das regras de transição estabelecidas.

Para os trabalhadores potiguares, a discussão vai além dos números: envolve qualidade de vida, tempo para a família e condições de trabalho. Para os empregadores, o desafio é adaptar as jornadas sem comprometer a organização das atividades e os custos de funcionamento.


Movimentação pró-Allyson em Macau: buscar votos é importante, mas uma demonstração de fraqueza pode atrapalhar, ou não?

 


Existe uma velha máxima em tempos de eleição: a busca pelo voto é sempre importante.

Mas será que toda movimentação política produz o resultado esperado?

A mobilização pró-Allyson, realizada em Macau na noite da última terça-feira (20), levanta uma pergunta que não quer calar: vale a pena promover um ato político quando as imagens transmitem a impressão de pouca participação popular?

O questionamento ganha ainda mais relevância diante do cenário de equilíbrio que se desenha na disputa política do Rio Grande do Norte, onde cada movimento pode fazer diferença na corrida eleitoral.

Na política, imagem também comunica.

Uma mobilização pode ser planejada para conquistar novos apoios, demonstrar força e animar a militância. No entanto, quando o resultado visual fica aquém das expectativas, o efeito pode ser justamente o contrário do desejado.

É preciso considerar, sobretudo, o comportamento do eleitor indeciso.

Ao observar uma movimentação com pouca adesão aparente, ele pode questionar a força eleitoral do candidato e até reconsiderar sua intenção de voto. Isso não significa que uma mobilização isolada determine o resultado das urnas, mas, em uma eleição disputada, a percepção de força ou fragilidade pode influenciar o debate político.

Por outro lado

A quantidade de pessoas em um ato não é o único indicador de competitividade eleitoral. Uma candidatura também precisa ser avaliada pela capacidade de articulação, pela presença nos municípios, pela consistência das alianças e, principalmente, pelo apoio que consegue transformar em votos.

Diante disso, fica a reflexão: uma movimentação política como a realizada em Macau ajuda ou atrapalha a candidatura de Allyson Bezerra?

Na política, buscar votos é fundamental. Mas saber mobilizar, comunicar força e conquistar a confiança do eleitor também faz parte do jogo.

Em Macau, essa realidade demonstrada na noite de ontem(20), parece que não aconteceu.