O prefeito de Guamaré, Hélio de
Mundinho, deu uma demonstração pública de força política e mostrou que conhece
como poucos os caminhos da política municipal. O resultado do segundo turno em
Guamaré confirmou o que o gestor havia antecipado após a abertura das urnas do
primeiro turno: a disputa estadual ainda não estava decidida e seu grupo
político tinha condições de reverter o cenário.
No primeiro turno, Hélio conseguiu
entregar uma expressiva votação para o presidente Lula (PT), que recebeu 7.385
votos, correspondentes a 63,89% dos votos válidos no município. Do outro
lado, Flávio Bolsonaro (PL), apoiado pelos oposicionistas locais, somou 3.479
votos, alcançando 30,10%.
Na disputa estadual, porém
O cenário foi bem mais apertado. Cadu
de Lula (PT), apoiado pelo grupo do prefeito, obteve 4.811 votos, ou 42,72%. Já
Allyson Bezerra (União Brasil), candidato apoiado pela oposição municipal,
alcançou 4.890 votos, com 43,42%. A diferença de apenas 79 votos colocou o
grupo governista diante de um desafio político: virar o jogo no segundo turno.
E Hélio não escondeu sua confiança.
Em conversa com o prefeito após a
divulgação do resultado do primeiro turno, ele demonstrou consciência do
cenário e afirmou que a disputa refletia a presença de três candidaturas fortes
nas ruas de Guamaré. Na ocasião, antecipou sua expectativa de reação:
“Esperamos esse resultado, pois
tínhamos três candidaturas fortes postas nas ruas guamareenses, mas vamos
reverter o resultado na hora exata, que é o segundo turno.”
Dito e feito.
No segundo turno, Cadu de Lula
ultrapassou Allyson Bezerra com 866 votos em Guamaré(veja abaixo), confirmando
a capacidade de mobilização da base governista e dando novo significado à
disputa política municipal.
O resultado tem peso que vai além dos
números.
Em uma eleição marcada pela
polarização entre o grupo do prefeito e seus adversários, a virada representa
um recado político importante: Hélio de Mundinho mantém força eleitoral e
capacidade de articulação para enfrentar os grupos de oposição dentro de seu
próprio território.
Na política, o primeiro resultado nem
sempre conta toda a história. Em Guamaré, Hélio apostou na reação, mobilizou
sua base e viu o cenário mudar no segundo turno.
A disputa deixa uma mensagem clara
para os adversários: subestimar a capacidade de articulação do prefeito pode
ser um erro de cálculo. Quando chega a hora decisiva, Hélio de Mundinho e seu
grupo mostram que têm força para brigar voto a voto e fazer a diferença nas
urnas.
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